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Terça-feira, 19 de setembro de 2017

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Após conflito, Sesp monta força-tarefa e envia ‘tropa de elite’ para Pontes e Lacerda

Da Redação - Wesley Santiago

05 Jan 2017 - 15:54

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Após conflito, Sesp monta força-tarefa e envia ‘tropa de elite’ para Pontes e Lacerda
O secretário de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, anunciou que 32 policiais militares e civis das unidades especializadas do GOE, Garra, Rotam, Força Tática e Bope começaram a se deslocar nesta quinta-feira (05) para Pontes e Lacerda, com o objetivo de reforçar a segurança na região. O gestor da pasta informou que a força policial deslocada para o município não tem o intuito de fazer a desocupação da Serra do Caldeirão, mas garantir a segurança na cidade.

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A informação foi repassada durante reunião hoje com representantes da Polícia Militar, Detran, Politec, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros no gabinete do secretário. “Temos toda a estrutura para fazer essa desocupação, contudo quem vai garantir a manutenção da segurança na região? Já fizemos duas desocupações antes, e cada vez mais o local é ocupado novamente e por pessoas mais violentas. A União tem que assumir a sua responsabilidade sobre a sua área até que o Departamento Nacional de Produção de Minérios possa autorizar a exploração legal de ouro para a mineradora”, argumentou o secretário.
 
Jarbas já solicitou agenda com o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, mas ainda não obteve retorno da data da audiência. Ele deve seguir para Brasília (DF), acompanhado do Procurador da República em Cáceres, Felipe Mascarelli e do promotor de Justiça de Pontes e Lacerda, Frederico César Batista Ribeiro. O Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF) vão ajuizar ação conjunta contra a União obrigando a manter forças federais para a segurança na região, agilidade na liberação da lavra na serra para empresa privada e ressarcimento aos danos causados com o aumento da criminalidade no município.
 
Contudo, Rogers Jarbas encaminhou nesta quinta-feira um documento contendo informações sobre a situação do garimpo ilegal da Serra da Borda e as consequências negativas na segurança pública na região de fronteira para o Ministério da Justiça. A ata da reunião realizada na terça-feira (03), também foi anexado junto com o documento assinado pelo secretário.
 
Além disto, também foi remetida cópia do documento para a Procuradoria Geral de Justiça, Tribunal de Justiça, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Casa Civil.
 
O caso
 
O Estado solicitou auxílio da Força Nacional de Segurança para retirar o grupo de homens fortemente armado que invadiu uma mineradora na Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda (448 km de Cuaibá). Os invasores expulsaram os policiais a tiros, no último sábado (30). A informação foi repassada ao Olhar Direto pelo secretário de Segurança, Rogers Jarbas, que aguarda o resultado de um pedido feito ao Ministério Público Estado (MPE-MT) para garantia de intervenção federal. Na tarde desta terça-feira (3), integrantes da cúpula da Segurança se reunirão na cidade para avaliar o caso e viabilizar a desocupação.
 
Os suspeitos, que se dizem membros de facções criminosas, estão no local para explorar o ouro encontrado ali e chegaram à Serra logo depois do Natal, rendendo cerca de sete seguranças da empresa de mineração. O delegado do município, Gilson Silveira, conta que os profissionais conseguiram fugir pela mata e acionar a Polícia. Assim, logo depois da denúncia uma equipe de policiais militares e civis esteve no local, sendo recebida a tiros pelos bandidos, que dispõe de armas de grosso calibre.
 
Durante esta ação, que mobilizou aproximadamente 30 policiais militares e civis, houve confronto e, embora ninguém tenha ficado ferido, as viaturas acabaram sendo atingidas pelos disparos. “É um lugar de difícil acesso principalmente porque eles criaram uma verdadeira preparação de guerrilha, com trincheira e armas pesadas. O que podemos fazer nesse caso é um trabalho de reconhecimento da situação, até mesmo porque se trata de uma área federal. Estamos repassando tudo pra secretaria e esperamos novas orientações”.

3 comentários

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  • Carlos
    06 Jan 2017 às 08:33

    Infelizmente não é só políticos, estado, é uma população inteira que rouba ela mesma. É só olhar as pequenas ou grandes empresas, elas mesmas fraudam impostos, se negam a pagar e tudo mais. A corrupção no país vai de mamando a caducando. A população que passa a perna nela mesma.

  • Cidadão Matogrossense
    05 Jan 2017 às 17:07

    Caro Paulo Escorpião: além de caloteiro é preciso explicitar que o Estado age apenas para saciar a sede de seus administradores, em todas as esferas. Quanto ao povo da região que sofre com essa famigerada crise (provocada pelos políticos de plantão) ninguém faz nada, pelo contrário, muitas vezes agem no sentido oposto impedindo o povo de trabalhar. Para tirar "os marginais" lá de cima e proteger os interesses de uma grande empresa, todos os órgão do estado e da União se organizaram rapidinho, mas para gerar emprego na região, liberar lavras garimpeiras através de uma mísera secretaria de governo chamada SEMA, não se move uma palha. QUAL ALTERNATIVA É DADA AO POVO? REVOLTAR-SE E MARGINALIZAR-SE vem se tornando regra, daí toda a população repudiar não só os políticos, o Estado como um todo, pois todos sabem que ele só existe para defender os interesses das castas privilegiada. Parabéns ao trabalhador que tem coragem de lutar por seus direitos.

  • paulo escorpião
    05 Jan 2017 às 16:31

    os senhores podem entrar com 1 milhão de acões contra o governo solicitando o pagamento de algum prejuizo, mais numca receberão nada pois a união assim como qualquer estado do Brasil jamais pagam suas contas, o estado e a união são os piores caloteiros que existem na face da terra.

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