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Sexta-feira, 22 de setembro de 2017

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Funcionário usa R$ 500 mil do Banco do Brasil em resgate; GCCO investiga sequestro

Da Redação - Wesley Santiago

15 Fev 2017 - 17:41

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Funcionário usa R$ 500 mil do Banco do Brasil em resgate; GCCO investiga sequestro
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) investiga o pagamento de um sequestro, por um funcionário do Banco do Brasil, em Campo Verde (134 km de Cuiabá). O homem teria utilizado R$ 500 mil do próprio banco para pagar o resgate. O delegado Flávio Stringueta explicou ao Olhar Direto que o caso está sendo investigado e não descarta que a situação possa ter sido armada: “Isso coloca a pessoa que fez o pagamento também como suspeita”.

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“Nós ainda não identificamos os suspeitos. O tesoureiro teve a mulher sequestrada e, segundo ele, foi obrigado a sacar o dinheiro. Porém, a conduta nos atrapalhou muito, já que a polícia só foi avisada depois do pagamento do resgate. Isso é incorreto, existe uma recomendação do setor de segurança do próprio Banco do Brasil”, explicou o delegado.
 
O delegado ainda comenta que o tesoureiro não tem autorização e nem direito de pegar o dinheiro do banco para fazer o pagamento de um resgate: “Não sabemos se ele teve auxílio de alguém. Isso acaba colocando a pessoa que fez o pagamento como suspeito. Investigamos ainda se, de fato, houve o sequestro. Não faz nenhum sentido eles terem entregado o dinheiro, caso tenha mesmo acontecido este crime”.
 
“É totalmente inconveniente para a investigação o pagamento do sequestro, seja qual caso for. Isto é ruim para o próprio banco, o pagamento do resgate expõe todos os gerentes, porque os criminosos vão começar a acreditar que sequestrando os familiares, conseguirão dinheiro”, acrescenta Stringueta.
 
Porém, o delegado também não descarta a participação da mesma quadrilha que fez a esposa de um gerente de um banco de Paranatinga refém. As supostas vítimas já foram ouvidas e não apresentaram contradições no depoimento. O prazo legal para finalizar o inquérito é de 30 dias, que pode ser prorrogado: “É algo que pode demorar bastante, pela complexidade”.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, que informou que "o banco prestou e continua prestando todo o apoio à família, que já se encontra em segurança. O BB não comenta sobre o caso, já que as informações são repassadas exclusivamente aos órgãos de investigação competentes. O BB tem colaborado com as autoridades policiais para ajudar no processo de investigação".

Outro caso
 
Sequestrada junto a seu filho recém-nascido, a esposa de um gerente de banco identificada como R.C., de 29 anos, conseguiu fugir do cativeiro com a criança, na cidade de Primavera do Leste (240 km de Cuiabá), na terça-feira (07). As vítimas moram em Paranatinga e tiveram a casa invadida pelos criminosos, que as levaram para um cativeiro improvisado em meio a uma plantação de soja na cidade vizinha.

Atualizada às 09h21 do dia 16/02/2017.

8 comentários

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  • Julian
    16 Fev 2017 às 17:13

    O Delegado não é pago pra dar a opinião dele mas pra averiguar os fatos e só então poder falar o que realmente aconteceu. A vítima não pegou dinheiro do banco para pagar o resgate, mas foi sequestrado exatamente porque trabalhava no banco mas o repórter aí também não tem muito compromisso com a verdade. Qualquer um faria o mesmo estando em risco a sua família, até mesmo esses bostinhas que estão defendendo o delegado!

  • Pagadora de Impostos
    16 Fev 2017 às 15:32

    Verdade mesmo não podemos igualar a todos, cada caso é um caso. Não são todos que tentam levar vantagens.

  • Junior
    16 Fev 2017 às 15:19

    A senhora pagadora de impostos deveria saber que hoje em dia o "fumo" cai é nas costas do funcionario e nao do empregador quando se trata de um banco seja qual o nome dele. Acredito que ninguem tentaria avisar que sua esposa está em casa com bandidos apontando uma arma pra sua cabeça pronto para mata-la sem dó. A policia tem que garantir a segurança dos cidadãos e nao faz isso, esse tipo de crime nao acontece de uma hora pra outra, os bandidos deveriam estar de olho a tempo, onde é que fica o serviço de inteligencia da policia e de prevenção de casos como este do Banco do Brasil ?

  • Fernando
    16 Fev 2017 às 09:10

    Engraçado o delegado falar a conduta correta a se seguir. Ele é delegado, não é uma civil desprotegido que fica a merce de um estado omisso quando se trata de segurança. A pessoa que tem sua família sequestrada não esta nem ai se vai ser suspeita do crime ou se é ruim para a categoria, elá só pensa na família, depois pensa nas consequências. Só quem passou por isso sabe como é.

  • João Ivo
    16 Fev 2017 às 07:58

    Prezada Pagadora de Impostos, não nivele as pessoas por baixo, ja fui gerente de Banco e perseguido por bandidos para me sequestrarem. Se acontecesse comigo, como falei para o Diretor na época, abriria a porta do cofre sim. Era a minha família!!!

  • Aderbal Siqueira
    16 Fev 2017 às 02:28

    Falar que a conduta é suspeita é muito fácil atrás da tela do computador. Queria ver se fosse sua esposa e filho recém nascido que estivessem sequestrados. Eu daria todo o dinheiro do banco pela minha família. O banco que se vire pra reaver essa mixaria aí.

  • Cuiabano porreta
    15 Fev 2017 às 18:37

    caiu a.casa.heim waldisio.. achou que. nao seria pego coitada de.manu

  • Pagadora de Impostos
    15 Fev 2017 às 18:13

    Pode investigar mesmo essa história ta muito esquisita, lidar com funcionário que se julga experto demais é um mal dos empregadores, tentam levar vantagem em tudo. Em tudo tão sempre arranjando um jeito e tempo de levar alguma vantagem.O empregador muitas vezes não tem paz.tem que cuidar do negócio de dos empregados também, qualquer erro a conta já cai no colo do empregador.

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