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Sexta-feira, 24 de novembro de 2017

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Reitora da UFMT vê situação “gravíssima” e diz não ter recebido resposta do MEC

Da Redação - Lázaro Thor Borges

27 Ago 2017 - 16:55

Foto: Reprodução

Reitora da UFMT vê situação “gravíssima” e diz não ter recebido resposta do MEC
A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Myrian Serra, afirmou que a instituição não terá recursos suficientes a partir do mês de outubro deste ano. Ela explicou que a situação é “gravíssima” e que até o momento o Ministério da Educação não sinalizou que regularizará os repasses.

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Serra explicou que por conta do corte de gastos do Governo Federal a UFMT só recebeu metade do orçamento previsto para este ano e que a instituição só conseguirá honrar suas contas se receber R$ 14 milhões em investimentos, que já estavam descritos.  

"Caso nós não tenhamos esse recurso nós vamos fazer o que já iniciamos agora, que é a gestão de contas, escolhendo contas que podemos pagar. E isso é muito ruim para a universidade, porque poderá gerar problemas de manutenção e de serviço, eu espero que possamos conversar com os fornecedores para que estas atividades não sejam suspensas", afirmou a reitora. 

A previsão é de que alguns fornecedores tenham os pagamentos atrasados em ate 3 meses, limite máximo permitido por lei. Sem os 14 mi que a reitoria já solicitou ao Ministério de Educação a UFMT poderá começar 2017 no vermelho. Myrian e sua equipe administrativa tentam solucionar o problema em duas frentes.     
                  
"A nossa ideia é conversar com a bancada, tentar fazer com que eles pressionem o governo para enviar esse recurso contigenciado. A outra saída é sensibilizar, por meio da imprensa, toda a comunidade acadêmica", afirmou ela.      
                 
O contingenciamento de recursos acontece desde 2014. Na prática, o orçamento aprovado pelo congresso é reduzido pela metade, por meio de portaria publicada pelo Governo Federal. A situação piorou ainda mais este ano, quando o orçamento aprovado foi menor em relação ao ano passado e os cortes foram ainda mais profundos. 

10 comentários

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  • Denis
    06 Set 2017 às 16:12

    "PRIME" Legal mesmo é você escrever atrás com z . vai procurar uma universidade.

  • Tiago Silva
    28 Ago 2017 às 10:52

    O brasileiro está complicado e muitos não sabem nem interpretar um texto simples. O que está em foque, é o não repasse do dinheiro do orçamento aprovado pelo MEC, ou seja, de modo simples, seria o empregador não pagar alguns meses de salário ao funcionário durante o ano. Não vi aqui, ninguém ficar abismado em se torrar BILHÕES com emendas parlamentares/eleições (fora corrupção), mas ficam revoltados de uma universidade pública (com mais da metade dos alunos vindo de escolas públicas) precisar de 14 milhões, e o pior ainda, a universidade tem de ficar mendigando ainda. O que tem haver partido com universidade!? Ridículo esse discurso! UFMT existe a 46 anos e não a 12, ela foi fundada pelos militares e não pelo PT.

  • Sobre os comentários abaixo!
    28 Ago 2017 às 10:34

    O trabalho dos servidores não tem nada a ver com esta crise, muito pelo contrário. Ista situação é um reflexo do que o país todo vive atualmente devido à corrupção política. Quem acredita que a UFMT teria condições de funcionar sem esta quantidade de servidores, está viajando na maionese... procure conhecer melhor a realidade de uma Instituição antes de opinar... veja a quantidade de cursos e eventos ofertados!!! A Universidade é importantíssima para MT porque produz conhecimento, aprimora a cultura, forma cidadãos e incentiva avanços na nossa região. Observem os salários dos servidores (técnicos e docentes) e comparem aos de outras Instituições. Certamente pouca gente se habilitaria a trabalhar lá se soubesse das reais condições, inclusive porque há muito o que fazer. Há problemas de energia, água, com internet, etc... Professores não recebem nem um centavo a mais para trabalhar em Programas de Pós-graduação (no entanto estes cursos são excelentes e conta com profissionais excepcionais). Além disso, para chefiar departamento o acréscimo é irrisório, nem paga um tratamento médico que o estresse causa. Então, se não souber o que está falando melhor pesquisar antes ou ficar quieto. Tente fazer uma visitinha a todos os departamentos da Instituição e entendam melhor o que acontece lá

  • André Portocarrero
    28 Ago 2017 às 09:24

    Reflexos dos 13 anos de desgoverno petistas. A ultima presidente do partido, fez sua campanha com milhões de CAIXA 2, dinheiro desviados de obras e da Petrobrás. Forjou um País sem problemas, na base de PEDALADAS FISCAIS. NOTICIA VELHA! Nem pensar em por culpa em outro alguém.

  • PRIME
    28 Ago 2017 às 09:03

    LEGAL: E LANÇARAM EDITAL PRA CONCURÇO PUBLICO A ALGUMAS SEMANAS ATRAZ.

  • Lucas
    28 Ago 2017 às 05:44

    Em 2014, depois de eleita e de muitas mentiras e maqueagem da situacão econômica do Brasil, a sra. Dilma Roussef cortou verbas (que ela sabia que não teria disponivel) de vários orgãos e programas públicos. Depois de 13 anos de irresponsabilidade fiscal e gastanca exagerada, entramos na maior crise econômica da história recente do Brasil. A atual gestão do Ministério da Educacão regularizou vários atrasos dedicados pelo PT. Mas não há como fazer mágica e fazer dinheiro aparecer. Paciência!!! É como se um paciente em estágio avancado de cancer e atendido por um médico ruim trocasse de médico e quisesse ser curado imediatamente. Não dá!

  • Luana Silva
    27 Ago 2017 às 22:15

    ENTÃO PARA QUE ESTA FAZENDO UM CONCURSO PÚBLICO PARA TÉCNICO ADMINISTRATIVO??? ESPERA UM POUCO VAI INCHAR A MÁQUINA ASSIM PRA QUE?????? TA SEM DINHEIRO NÃO GASTA UAI???? SE É NA MINHA EMPRESA EU NÃO CONTRATARIA MAIS FUNCIONÁRIOS SE ESTOU SEM DINHEIRO.

  • Thaiana
    27 Ago 2017 às 21:28

    Sem os 14 mi que a reitoria já solicitou ao Ministério de Educação a UFMT poderá começar 2014 no vermelho. pegaram o texto da greve de 2014?

  • Paulo
    27 Ago 2017 às 19:08

    13 anos de governo do PT, sucatearam a educação!!

  • Mtmais transparência
    27 Ago 2017 às 17:55

    Em momentos de crise financeira está hora de mudança estrutural iniciando reduzindo em 50% dos cargos comissionados, convocando todos professores que estão em função administrativa pois existe quadro pra função.

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