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Sábado, 16 de dezembro de 2017

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Câmara de Vereadores aguarda até o final desta segunda-feira para decidir se mantém demissão de 400 servidores

Da Redação - Érika Oliveira

09 Out 2017 - 09:52

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Câmara de Vereadores aguarda até o final desta segunda-feira para decidir se mantém demissão de 400 servidores
O presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), estabeleceu as 17h desta segunda-feira (09) como prazo final para que o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) envie para o Legislativo o projeto de lei que autoriza a suplementação de R$ 5,8 milhões que, se não ocorrer, deverá ocasionar a demissão de 472 servidores comissionados da Casa.

Leia mais:
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Na última sexta-feira (06), Justino havia anunciado em plenário que iria exonerar os funcionários por conta do atraso no envio do projeto, marcado para aquele dia. O tema já havia sido pauta do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que após anular o decreto que estabelecia a suplementação orçamentária, determinou que o Executivo o fizesse por meio de um projeto de lei.

Dias antes, segundo Malheiros, um funcionário da Prefeitura havia se reunido com ele e mais alguns parlamentares e, em nome de Emanuel, prometeu que o projeto de lei chegaria ao Legislativo na manhã de sexta-feira, para ser votado durante a sessão. Emanuel negou que tivesse autorizado alguém a falar em seu nome e pediu um prazo a Justino para que o problema fosse sanado.

Numa reunião de emergência, ainda na sexta-feira, marcada por troca de farpas entre os Poderes, Justino decidiu que iria aguardar até esta segunda para decidir sobre a exoneração. A expectativa é de que antes do fim deste prazo, possivelmente em um almoço, Emanuel e Justino se encontrem para apaziguar a relação entre Legislativo e Executivo.

Sem a suplementação, Justino promete que, ao todo, 472 servidores comissionados serão demitidos, reduzindo para cerca de 20 funcionários o efetivo da Câmara Municipal. A folha salarial dos demitidos, de acordo com o presidente, é de cerca de R$ 2,5 milhões. Caso o repasse não ocorra e os cargos sejam mantidos, a Câmara deve estourar seu orçamento em 70%, enquadrando a Casa na Lei de Responsabilidade Fiscal. 

15 comentários

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  • José
    10 Out 2017 às 08:16

    Administração pesada, atrasada, improdutiva é só olhar o semblante dessa gente para comprovar , caras fechadas, bravas, vingativas....

  • José salerno
    09 Out 2017 às 22:55

    Cabide de emprego para cabos eleitorais, para que 470 funcionários na câmara.

  • Ze do Pedra
    09 Out 2017 às 17:51

    Todos necessitam d

  • Jva
    09 Out 2017 às 17:31

    Que joguinho mais sujo!! Essa Câmara não muda mesmo. Lamentável!!!

  • Gilmar
    09 Out 2017 às 17:16

    Vocês acham que os vereadores se reelegem como? Esses assessores e só para arrumar votos.

  • Gilmar
    09 Out 2017 às 17:16

    Vocês acham que os vereadores se reelegem como? Esses assessores e só para arrumar votos.

  • Luana
    09 Out 2017 às 13:47

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  • Edmilson Rosa
    09 Out 2017 às 12:47

    Manda esse dinheiro pra educação e saúde não perca essa chance vereadores.ainda acredito em vcs .e mas salutar para Cuiabá vcs verão que Cuiabá verá vcs com outros olhos

  • RAFAEL PEREIRA LESSA DIAS DE SOUZA
    09 Out 2017 às 11:21

    Somente 20 servidores efetivos e mais de 400 comissionados? isso deveria ser investigado pelo Ministério Público! Um absurdo essa discrepância de quantidade entre efetivos e comissionados!

  • Gumercindo do Dom Aquino
    09 Out 2017 às 11:15

    Mais uma tramoia do legislativo municipal. Muito comissionado recebendo recurso público sem produzir nada. Até quando o orçamento vai aguentar? Reforma urgente é o que a sociedade deseja. Vamos investir na saúde e chega de nepotismo. Basta !!!

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