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Domingo, 19 de novembro de 2017

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Governo amplia diálogo com representantes dos servidores públicos para mostrar momento de transição

Da Redação - Ronaldo Pacheco

12 Nov 2017 - 09:40

Foto: Mayke Toscano / GCom MT

Governo amplia diálogo com representantes dos servidores públicos para mostrar momento de transição
A necessidade de se dar as mãos para vencer o período de grave crise financeira pelo qual o Governo de Mato Grosso está passando, até 2018, levou a Casa Civil a ampliar os debates com os representantes dos servidores. O secretário-chefe da Casa Civil, deputado Max Russi (PSB), avalia que as conversas têm sido profícuas e que a maioria compreende o momento de dificuldade no fluxo de caixa, mas que não prejudica os direitos dos servidores.
 
As negociações coordenadas por Max Russi apontam para o convencimento dos líderes, numa estratégia do governador José Pedro Taques (PSDB) para evitar confronto e greve. Evita também o recrudescimento na relação, o que previne medidas drásticas. Ele já recebeu os representantes de sete sindicatos e há outros encontros  marcados para os próximos dias.
 
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Durante os encontros, Max Russi ouviu as demandas dos Sindicatos dos Profissionais da Área Instrumental do Governo de Mato Grosso (Sinpaig/MT), dos Profissionais do Sistema Socioeducativo (Sindpss/MT), dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico e Social (Sindes/MT), dos Profissionais da Ciência da Papiloscopia (Sinpp/MT) e Associação dos Servidores da Ager (Asager/MT).
 
O chefe da Casa Civil ainda recebeu por mais de uma oportunidade, representantes dos Sindicatos dos Servidores Penitenciários (Sindspen/MT) e dos Servidores do Detran (Sinetran/MT).
 
Apesar da abertura para o diálogo, Max Russi explicou que não é possível para o Estado conceder aumento real na remuneração dos servidores, neste momento, em decorrência da grave realidade econômica que o país enfrenta. E, por conta disso, há necessidade de o Governo do Estado em economizar ao máximo, para assegurar os serviços à população e investimentos nas áreas essenciais, como saúde e educação.
 
O titular da Casa Civil destacou ainda que o governo Pedro Taques já foi notificado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), por extrapolar o limite prudencial com gastos de pessoal, exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no segundo quadrimestre de 2017.
 
“Mais do que isso, o governador Pedro Taques trabalha para que o Estado se recupere economicamente e isso será feito com a contenção por meio do Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Porém, a PEC do Teto de Gastos não prejudica o servidor, pois mantém a Revisão Geral Anual (RGA) das categorias, já assegurada pelo governador", sintetizou Max Russi.
 
 

6 comentários

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  • Diego Carvalho
    13 Nov 2017 às 08:47

    Se a lei do trabalho escravo fosse também aplicada no serviço público como é aplicada no setor privado, os Secretários e o Governo já teriam sido preso por forçar servidores a trabalhos análogos a escravidão.

  • mad
    13 Nov 2017 às 07:49

    O discurso não cola. Diversos setores crescendo cerca de 8%, 10% ao ano. Arrecadação para 2018 estimada em 15% a mais do que em 2017. Realizando obras e inaugurações. Concedendo aumento salarial a categorias que já ganham bem. Sinceramente, ou é uma estratégia de gestão pintar uma crise que não existe para fazer as canalhices que tem feito ou seu secretario de fazendo é muito burro e ruim de serviço!!!

  • JUNIOR
    12 Nov 2017 às 22:01

    Obrigado governador, ainda não recebi meu salário deste mês, minhas contas estão atrasadas por isso, o cheque da escola do meu filho voltou, a prestação do meu apartamento atrasou, fiz empréstimo e estou vendendo meu carro. Tenho Fé que o Senhor vai pagar pelo meu sofrimento e por estar perdendo minha saúde !!!

  • Eleitor
    12 Nov 2017 às 18:05

    Este Governador incompetente que não paga nem os salários em dia ainda quer falar em dialogo com os servidores tome vergonha na cara e pague os salários em dia eu só do meu salário eu não recebo propina...

  • alexandre
    12 Nov 2017 às 14:51

    Tá tendo mata leão..

  • joao
    12 Nov 2017 às 11:12

    Todos os poderes tiram o chapéu para o governador, agora inclui também os prefeitos, sem falar também dos Sindicatos. Todos tem medo do homem. Tudo fica como ele quer.

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