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Quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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Vídeo de outro ângulo mostra pintor sendo atropelado por advogado em Cuiabá

Da Redação - Wesley Santiago

10 Jul 2018 - 10:32

Foto: Reprodução

Vídeo de outro ângulo mostra pintor sendo atropelado por advogado em Cuiabá
Novo vídeo de câmera de segurança mostra, por outro ângulo, o exato momento em que o advogado Dyego Nunes da Silva Souza atropela dois homens, em Cuiabá. O fato ocorreu no início da noite da última sexta-feira (06), no bairro CPA 4. Supostamente, o condutor do veículo estaria embriagado.

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As novas imagens mostram o exato momento em que o pintor Martiniano Cabral, de 54 anos, é atingido pelo veículo. De costas, ele não conseguiu ver a chegada do carro e colhido em cheio. Na sequência, a vítima foi arremessada perto de a uma van, que estava estacionada na rua onde o fato ocorreu.

 

Neste novo vídeo, apenas o atropelamento do pintor pôde ser visto. Martiniano teve bacia e costela quebradas e joelho trincado. A vítima, no entanto, não deve ser submetida a cirurgia. A família de Martiniano afirmou que irá entrar com uma ação na Justiça contra o advogado, para pedir indenização.
 
Ao Olhar Direto, o advogado Dyego Nunes afirmou que fugiu do local do fato e acabou atropelando Martiniano porque temeu que fosse ser assaltado por alguns homens que estavam no meio da rua. Ele ainda afirmou que não estava bêbado e que teria apenas comido um lanche e bebido refrigerante. A filha de Martiniano, no entanto, contesta esta versão.
 
“O meu pai disse que estava sentado aí viu o carro. Ele falou que pareceu que o carro fosse parar, mas aí ele acelerou. Todas as testemunhas foram à delegacia e reconheceram ele, todos, inclusive meu pai, falavam que ele não conseguia nem parar em pé, de bêbado”, disse Sâmela Cabral.
 
O atropelamento
 
Os advogados Dyego Nunes da Silva Souza e Luciano Carvalho do Nascimento foram presos na madrugada deste sábado (07) após resistirem à prisão e entrarem em confronto com policiais da Deletran e da Gerência de Operações Especiais (GOE), em Cuiabá.
 
Supostamente embriagado, Dyego atropelou Martiniano Cabral, de 54 anos, no CPA IV e fugiu sem prestar socorro. Ele pediu ajuda a Luciano que, já na residência de Dyego durante a abordagem da polícia, teria soltado um cachorro da raça pit bull contra os policiais.
 
Ao Olhar Direto, Dyego negou que estivesse embriagado e afirmou que acreditou que fosse ser assaltado por alguns homens que estavam na rua, por isso saiu em desespero com o carro e não prestou socorro ás vítimas atropeladas. Luciano negou que tentou impedir a prisão de Dyego e disse que, na realidade, foi segurar o cachorro, que escapou pelo portão, e não tentou soltá-lo para atacar os policiais. os dois disseram que a ação da polícia foi truculenta.

9 comentários

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  • Observador
    11 Jul 2018 às 14:21

    Não sei o que motivou o advogado a acelerar o carro para cima dos pedestres mas, esse vídeo mostra claramente o pintor de costas para o carro do atropelador.

  • Rodolfo
    10 Jul 2018 às 18:11

    Eduardo, entenda que não estou defendendo nenhum lado, é apenas um ponto de vista diferente da maioria. Simples assim.

  • Eduardo
    10 Jul 2018 às 17:35

    Rodolfo em que mundo vc vive? Agora alguém não pode estar na rua? Existe lei de trânsito que assegura que sempre o menor tem prioridade nas vias.. Com seu pensamento vc jamais deve ir na rua né???

  • Rodolfo
    10 Jul 2018 às 17:35

    Juca. Sou registrado pelo meu saudoso Pai. A reflexão que faço não diz que o advogado está certo! O problema é que comparação de classe econômica do mesmo modo que fizeram com a médica da Miguel Suti. Verdureiro X Médica e Advogado X Pintor, é simplesmente ridículo. Parem de julgar e deixa quem de direito fazer a perícia e concluir. Ao invés de ficar fazendo populismo!

  • JUKA
    10 Jul 2018 às 14:42

    Rodolfo e se fosse sua mãe, vc faria essa mesma pergunta? Acredito que não pq é muito difícil responder essa pergunta quando na verdade não se sabe nem nome do próprio pai.

  • Carlos
    10 Jul 2018 às 14:16

    não importa se ele estava na calçada ou não, o correto seria para e prestar socorro e não foragir do local e com isso ficar um bando desocupado da OAB defendendo o errado.

  • Rodolfo
    10 Jul 2018 às 13:01

    O pintor estava na calçada ? Jogar pedra é sempre mais fácil!

  • curimbatá
    10 Jul 2018 às 12:55

    Gostaria e quero vero ver a gloriosa ordem dos advogados percorrer os corredores do pronto socorro à procura do pintor procurar saber como ele e a outra vítima estão, seus familiares, filhos, esposas. será utopia a OAB realizar esse gesto simplesmente humano?

  • Zion
    10 Jul 2018 às 11:09

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