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Domingo, 28 de julho de 2024

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Africana que veio para a Rio+20 é roubada e não consegue deixar o país

Foto: Eduardo Naddar / Agência O Globo

Africana que veio para a Rio+20 é roubada e não consegue deixar o país
A africana Hadijatou Aboubacar, que fazia parte da delegação do Níger na Conferência das Nações Unidas - a Rio+20 -, ainda não conseguiu retornar para o seu país após ter tido os documentos roubados no Rio de Janeiro.


O Itamaraty informou que a estrangeira procurou, na quinta-feira (28), o escritório no Rio e como o Níger não tem embaixada no Brasil, ela ligou para a embaixada do país em Nova York, nos EUA.

Hadijatou chegou ao Rio no dia 19 de junho e participou de várias discussões da Rio + 20.
Na terça-feira (23), teve o passaporte roubado dentro de um shopping e fez o registro de ocorrência, mas, mesmo com o documento na mão, não conseguiu embarcar de volta pra casa.

"Eu quero ir para casa", afirma emocionada a africana.

Ela conta que teve a carteira furtada enquanto fazia compras no shopping RioSul, na Zona Sul da cidade, e reclama que não teve nenhuma ajuda do estabelecimento. Em nota divulgada nesta sexta-feira (30), o shopping informou que prestou todo o suporte as mais de 20 comitivas que passaram pelo local durante a Rio+20 e que não houve qualquer registro de ocorrência envolvendo turistas e visitantes no período. O estabecimento declarou ainda que não há nenhum registro no serviço de atendimento ao cliente e junto à administração sobre o caso de Aboubacar Amadou Hadjatou.

No dia seguinte, a estrangeira foi ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, e foi ajudada por uma professora de inglês que fazia traduções para a Rio+20.

A estrangeira sem dinheiro e sem saber para quem pedir ajuda foi abrigada pela professora dentro de casa na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

“As pessoas falaram que é loucura, mas é uma questão só de humanidade. Se colocar no lugar dela e pensar que eu poderia estar na África sem dinheiro e sem ter como voltar pra casa ”, disse a professora Elida Hederick.

Governantes do Níger pediram ajuda aos Estados Unidos, onde tem a embaixada do país, mas enquanto um documento não chega ao Rio, Hadijatou não consegue voltar ao país e rever os cinco filhos.
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