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Sábado, 27 de julho de 2024

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Obama desenha panorama sombrio para economia americana em 2009

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o plano de estímulo de US$ 787 bilhões aprovado no Congresso é apenas "o primeiro passo" no árduo caminho rumo à recuperação econômica do país, um tema que dominará sua agenda política durante a próxima semana.


O "caminho que temos pela frente é longo e está cheio de perigos", disse Obama durante o discurso emitido aos sábados por rádio e internet.

Além disso, o líder admitiu que um desafio paralelo do Governo é controlar a "explosão" do déficit fiscal.

O plano de estímulo, promulgado na terça-feira passada, é o "mais profundo da história", mas "é apenas o primeiro passo no caminho para a recuperação econômica", afirmou Obama.

"E não podemos deixar de ir até o final deste caminho", ressaltou o presidente, que completou um mês no poder.

Para ele, o percurso é cheio de desafios, pois os Estados Unidos enfrentam, simultaneamente, uma crise imobiliária, um sistema bancário que exige estabilização, a necessidade de flexibilizar o crédito a consumidores e negócios, e a urgência de rever as regras que regem o setor financeiro.

Diante desse panorama sombrio, o líder americano advertiu de que nenhum elemento do plano de estímulo poderá, sozinho, responder a todos os problemas herdados por seu Governo, mas todas as medidas adotadas caminham de mãos dadas.

O plano aprovado pelo Congresso no dia 13 de fevereiro em meio a duras disputas partidárias tem como objetivo criar ou preservar 3,5 milhões de empregos nos próximos dois anos, e inclui cortes de impostos, ajudas aos Governos locais e estaduais, além de fundos para a infraestrutura e para programas sociais.

A maioria dos analistas considera que, apesar de se tratar da segunda maior intervenção do Governo na economia desde a Segunda Guerra Mundial, a recuperação econômica só começará a ser sentida no final do ano.

Isso se deve à forte crise pela qual passa o setor imobiliário, à instabilidade do mercado financeiro e à contínua perda de empregos, o que, por sua vez, afetou o consumo.

Nesse sentido, Obama ordenou ao Departamento do Tesouro que comece a reduzir os impostos de 95% das famílias, com o propósito de estimular o consumo, responsável por mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) americano.

Com esta ordem, uma família média receberá US$ 65 adicionais no contracheque a partir de 1º de abril, assegurou.

Em virtude do plano de estímulo, os indivíduos serão beneficiados com um corte tributário de até US$ 400, enquanto para os casais a redução pode alcançar US$ 800, dependendo da renda.

Consciente das críticas ao plano, Obama ressaltou que outra tarefa de sua administração será resgatar a saúde fiscal do país, que, por enquanto, sofre com um déficit de US$ 1 trilhão.

É um assunto que, para o presidente, será abordado totalmente na segunda-feira durante uma "cúpula fiscal" que levará à Casa Branca analistas econômicos, líderes democratas e republicanos do Congresso, e representantes de sindicatos e grupos civis.

No dia seguinte, Obama dará continuidade à sua ofensiva política, com um discurso em ambas as Câmaras do Congresso, em horário de pico de audiência, para falar das "prioridades urgentes" da nação.

Já na quinta-feira, o líder apresentará ao Congresso sua proposta orçamentária para o resto do ano fiscal em curso, com o objetivo de conseguir um plano "sério" sobre investimentos futuros, livre de excessos e visando a "restabelecer a disciplina fiscal".

Em resposta aos planos de Obama, o legislador republicano Dave Camp, que faz parte da Comissão de Meios e Arbítrios da Câmara de Representantes, disse que, apesar de ser verdade que as famílias e negócios americanos "estão sofrendo", também não é possível sair do buraco com dinheiro emprestado.

Ele reiterou a queixa da bancada republicana de que os democratas impuseram sua vontade com um plano de estímulo cujo custo global, em sua opinião, superará o US$ 1,1 trilhão.

O valor não inclui a quantia destinada a ajudar os bancos e os donos de imóveis que enfrentam o risco de embargo, ressaltou Camp.

Os republicanos querem trabalhar junto com Obama para resolver os problemas fiscais dos EUA, mas de uma forma responsável e que não prejudique as futuras gerações, advertiu.
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