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Domingo, 21 de julho de 2024

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PF identifica 45 suspeitos de fraudar concursos da Anac e da Abin

A Polícia Federal anunciou nesta segunda-feira (5) que identificou outros 45 suspeitos de fraude em concursos, em desdobramento da Operação Tormenta, deflagrada no último dia 16. Os suspeitos teriam tido acesso privilegiado a provas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), realizada em 2009, e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), em 2008. Essas pessoas seriam, em sua maioria, da capital paulista e da Baixada Santista. Elas serão chamadas a depor na PF a partir desta terça (6).


Entre os investigados, 36 teriam tido acesso com antecedência a dados do concurso da Anac, que teve 81 mil concorrentes a 365 vagas. Desses suspeitos, 11 já tomaram posse, sendo oito em cargo de analista e três no de técnico. Em relação à prova da Abin, são nove suspeitos e um deles tomou posse como oficial de inteligência. O concurso teve 88,2 mil candidatos disputando 190 vagas.

 PF iniciou as investigações para a Operação Tormenta por meio de informações obtidas durante a investigação sobre o concurso para agente da PF, em 2009. A partir de fevereiro deste ano, com o aprofundamento dos trabalhos, identificou uma quadrilha que atuava havia 16 anos em todo o país, mediante o acesso aos cadernos de questões, antes da data de aplicação das provas
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Segundo o que divulgou a PF em 16 de junho passado, o grupo também teve acesso privilegiado às provas do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB (2ª fase/2010) e do concurso da Receita Federal (auditor-fiscal/1994). Foram identificados 53 candidatos que tiveram acesso à prova de agente federal, pelo menos 26 candidatos que tiveram acesso à prova da OAB e há indícios de que 41 candidatos tenham tido acesso à prova da Receita Federal.

Com os suspeitos de fraude nos concursos da Anac e da Abin chegam a 165 os candidatos investigados na operação.

Ainda no dia em que a operação foi deflagrada foram expedidos 12 mandados de prisão temporária, 34 mandados de busca e apreensão, sendo 21 na Grande São Paulo, um no Rio de Janeiro, três na região de Campinas (SP) e nove na Baixada Santista. Durante a execução dos mandados, os agentes apreenderam dinheiro, equipamentos para fraude e cadernos de provas nos endereços abordados.

Os 12 envolvidos no esquema seriam enquadrados nos crimes de formação de quadrilha, violação de sigilo funcional, estelionato, receptação e falsificação de documentos públicos. Já os candidatos investigados poderão responder por crime de receptação e estelionato. Eles não foram presos porque não seriam integrantes da quadrilha.

“Eles apenas participaram da fraude e serão indiciados por estelionato”, explicou o diretor de Inteligência Policial da PF, Marcos David Salem.

De acordo com a PF, a quadrilha chegava a cobrar até US$ 150 mil de cada candidato. “O concurso da OAB eles cobravam R$ 50 mil, para agente da PF US$ 50 mil e já temos conhecimento de que para o concurso para delegado da Polícia Federal eles iriam cobrar US$ 150 mil”, afirmou Salem em junho.
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