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Quarta-feira, 24 de julho de 2024

Notícias | Ciência & Saúde

Laboratório brasileiro vai produzir enzima para tratar a doença de Gaucher

O Ministério da Saúde firmou acordo com as empresas farmacêuticas Pfizer e Protalix para que o Laboratório Biomanguinhos, ligado a Fundação Oswaldo Cruz, passe a fabricar, dentro de cinco anos, o medicamento taliglucerase alfa para o tratamento de Gaucher, doença que prejudica o metabolismo.


De acordo com o ministério, o acordo prevê a transferência de tecnologia da norte-americana Pfizer e da israelense Protalix para a produção da enzima taliglucerase alfa. O acordo foi fechado por R$ 1,25 bilhão e também inclui a compra dos medicamentos por cinco anos. Ele permitirá o tratamento dos pacientes na rede pública no período. O governo estima uma economia de R$ 70 milhões com o negócio.

Em agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o ministério a comprar 54.400 frascos da enzima para a rede pública de saúde, mesmo sem o registro do medicamento no país. Segundo o governo, a compra emergencial foi necessária porque a fabricante mundial da imiglucerase – único remédio registrado no Brasil para o tratamento da doença – suspendeu a produção por conta de uma contaminação em seus equipamentos e informou que não teria condições de atender o mercado brasileiro.

A doença de Gaucher é hereditária e altera o funcionamento metabólico da pessoa. Os principais sintomas são: inchaço do fígado e baço, anemia, dor e enfraquecimento dos ossos. Atualmente 610 pessoas recebem tratamento da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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