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Quarta-feira, 08 de abril de 2020

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Era digital põe em risco 150 empregos na editora mais antiga do mundo

A revolução digital e o fim da impressão litográfica podem deixar 150 trabalhadores sem emprego caso avancem os planos da Cambridge University Press (CUP) de digitalizar suas futuras publicações. A CUP é a editora mais antiga do mundo, com 425 anos de atividades.

EFE

07 Abr 2009 - 06:23

A revolução digital e o fim da impressão litográfica podem deixar 150 trabalhadores sem emprego caso avancem os planos da Cambridge University Press (CUP) de digitalizar suas futuras publicações. A CUP é a editora mais antiga do mundo, com 425 anos de atividades.

Conforme reportagem publicada desta segunda-feira no jornal btitânico "The Guardian", a CUP, que negocia as demissões com os sindicatos, justifica esta medida com os custos da troca da impressão tradicional pela digital, o que vai provocar perdas superiores a 2 milhões de libras (R$ 6,5 milhões) anuais.

O diretor de assuntos corporativos da editora, Peter Davison, destaca que uma simples redução de 60 postos de trabalho limitaria as perdas anuais a 300 mil libras (R$ 980 mil), cifra com a qual a CUP talvez possa arcar.

Fim?

Os sindicatos, porém, alertaram que esta passagem pode representar "o princípio do fim" da editora, criada na época do rei Henrique 8º, e levaram seus protestos ao Sindicato, órgão formado por 18 catedráticos de Cambridge e que supervisiona as atividades da editora.

O Sindicato afirmou que as críticas das instituições trabalhistas foram bem recebidas pelo executivo-chefe da CUP, Stephen Bourne.

Na quinta-feira (9), os representantes dos trabalhadores voltarão a se reunir com a direção da editora para tentar minimizar o impacto do corte de gastos sobre os funcionários.

A Cambridge University Press, que publicou trabalhos de Isaac Newton e John Milton, emprega mais de mil pessoas na cidade de mesmo nome no sudeste da Inglaterra e outros 800 trabalhadores no resto do mundo.

No entanto, a difusão do uso das novas tecnologias e a publicação on-line dos trabalhos de muitos professores da própria Universidade minaram nos últimos anos a receita da editora, que tem agora 80% de seu mercado fora do Reino Unido.
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