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Sábado, 19 de setembro de 2020

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Em reforma, Lisboa busca definição entre o novo e o restaurado

Folha Online

22 Mar 2009 - 07:00

Há cerca de 20 anos a capital portuguesa se transformou num canteiro de obras que não têm hora para acabar. Com restauros e novas construções aqui e ali, Lisboa tem trabalhado para tirar o pó do velho e iluminar o novo --como o futuro trem-bala Lisboa-Madri e o terminal de cruzeiros.

Lisboa recebe anualmente 2,5 milhões de turistas estrangeiros --desses, 180 mil são brasileiros. Perdeu cerca de 20% de ocupação de leitos de hotéis desde outubro passado, mas continua sendo atraente pelo preço inferior ao de outras capitais do Velho Continente. 





Irmão menos abastado da União Europeia, o país se beneficiou da entrada no grupo (ocorrida em 1986) com a chegada de mais investimentos para a conservação de seu patrimônio histórico e para a criação de outros atrativos turísticos. Um movimento que pode ter ficado mais lento com a crise, mas não sofreu revés.

O Rossio (ou praça D. Pedro 4º) foi restaurado no início desta década. Situado na Baixa Pombalina, é um dos pontos centrais da vida lisboeta. Outros locais passam pelo mesmo processo, como a Praça Imperial, atualmente fechada ao trânsito para sua recuperação.

"Tivemos em Lisboa a Expo 98 [Feira Universal] e houve muitos investimentos que se prolongaram", relata Vitor Costa, diretor-geral da ATL - Associação Turismo de Lisboa. "E entramos agora em uma outra época de investimentos."

A cidade está envolta em dois grandes projetos de transporte: um novo aeroporto e o trem-bala que irá de Madri a Lisboa em duas horas. O tempo de viagem de trem será o dobro da aérea, mas sem check-in. A viagem inaugural deve ocorrer em 2013.

As novidades vêm também por mar. Segundo Costa, 19 quilômetros de litoral estão sob investimento atualmente, incluindo a construção de um terminal para cruzeiros entre a Alfama e a Baixa, na zona central. 
Parque, descanso e quitutes

Justamente para a Expo 98, 11 anos atrás, foi construído o Parque das Nações, oásis futurista situado em uma antiga zona industrial à beira do rio Tejo. O local mantém instalações voltadas à cultura e à ciência, como o Oceanário (o maior da Europa, com exemplares dos cinco oceanos) e o Pavilhão do Conhecimento, espécie de Estação Ciência crescida e turbinada.

Quem preferir a Lisboa tradicional pode descansar e repor as energias no café A Brasileira, no Chiado, e na Confeitaria Nacional, na Baixa --pontos obrigatórios para o visitante.

A busca de quitutes inclui, claro, uma passagem pelo berço do mais famoso doce português. A Antiga Confeitaria Ria de Belém é facilmente identificável pelos toldos azuis em um endereço difícil de errar: rua Belém, 84, no bairro de Belém. Os funcionários do local fazem questão de informar que apenas lá se come o verdadeiro pastel de belém. O restante é pastel de nata.

Ao fim do dia, vale conhecer o Pavilhão Chinês, bar estiloso repleto de miudezas de diversas partes do mundo. Lenine já gravou vídeo por lá com o português Pedro Abrunhosa.



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