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Quinta-feira, 23 de maio de 2019

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Ataques matam 49 em mesquitas na Nova Zelândia; Quatro presos

G1

15 Mar 2019 - 10:15

Família muçulmana após tiroteio na mesquita Al Noor, em Christchurch — Foto: SNPA / Martin Hunter / Reuters

Família muçulmana após tiroteio na mesquita Al Noor, em Christchurch — Foto: SNPA / Martin Hunter / Reuters

Líderes de diferentes países condenaram os ataques a tiros contra duas mesquitas em Christchurch, na ilha sul da Nova Zelândia, que deixaram 49 mortos e 48 feridos nesta sexta-feira (15). Representantes de países de maioria muçulmana, como a Turquia, Malásia e o Paquistão, foram os primeiros a se manifestar.

Quatro suspeitos estão sob custódia, segundo a polícia. Um deles foi acusado de assassinato. O comissário de polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, disse que os suspeitos não eram conhecidos pelas autoridades. Bush afirmou ainda que dois dispositivos explosivos improvisados ​​foram descobertos em um carro. 

Um dos ataques foi transmitido ao vivo nos canais de mídia social, de acordo com as autoridades.

A polícia australiana no estado de New South Whales reforçou a segurança, enquanto a estação de trem em Auckland foi evacuada.

Austrália

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, diz que os australianos são solidários aos neozelandeses. "Os australianos estão com todos os neozelandeses hoje, durante este período sombrio, onde ódio e violência roubaram sua paz e inocência", declarou no Twitter.

"A Nova Zelândia, como a Austrália, é o lar de pessoas de todas as fés, culturas e origens. Não há lugar em nenhum em nossos países para o ódio e a intolerância que geraram essa violência extremista e terrorista que condenamos", acrescentou.

Em sinal de luto, as bandeiras australianas ficarão a meio mastro.

Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em sua conta do Twitter que "os EUA estão com a Nova Zelândia para qualquer coisa que possam fazer".

"Minha mais calorosa simpatia e os melhores votos vão para o povo da Nova Zelândia após o horrível massacre nas mesquitas. 49 pessoas inocentes morreram tão sem sentido, com tantos tão gravemente feridos", disse.

Hillary Clinton, a candidata do Partido Democrata à Presidência na eleição de 2016, escreveu que está com o "coração partido pela Nova Zelândia e pela comunidade muçulmana global". Ela afirmou que "devemos continuar a lutar contra a perpetuação e a normalização da islamofobia e do racismo em todas as suas formas".

Ela ressaltou que "os terroristas da supremacia branca devem ser condenados pelos líderes em todos os lugares. Seu ódio assassino deve ser interrompido".

Vaticano

O papa Francisco declarou estar "muito triste" pelos "atos de violência sem sentido". Ele expressou sua solidariedade com a comunidade muçulmana do país.

"O Papa Francisco está muito triste em saber da existência em saber da existência de feridos e mortos em atos de violência sem sentido contra duas mesquitas em Christchurch, e expressa a todos os neozelandeses, e em particular à comunidade muçulmana, sua sincera solidariedade com esses ataques", informou um telegrama assinado pelo número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin.
 

 

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