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Sexta-feira, 24 de maio de 2019

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Diante de cortes no ensino superior, deputado propõe que Estado financie bolsas de pós-graduação

Da Redação - Érika Oliveira

12 Mai 2019 - 08:20

Foto: Helder Faria/ALMT

Diante de cortes no ensino superior, deputado propõe que Estado financie bolsas de pós-graduação
A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa aprovou na última quarta-feira (08) um projeto de lei que institui em Mato Grosso um programa de pós-graduação lato sensu financiado pelo Governo do Estado. O texto segue em tramitação na Casa e ainda depende de sanção do governador Mauro Mendes (DEM). Segundo o deputado Valdir Barranco (PT), autor do projeto, a medida se faz crucial diante do contingenciamento de verba para o ensino superior anunciado pelo Ministério da Educação.

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De acordo com a minuta do projeto, aprovado por unanimidade na Comissão de Educação, “o programa ora instituído consiste na concessão de incentivo financeiro aos profissionais selecionados em processo seletivo (...); será concedido pelo período de até 24 meses, prorrogável uma única vez pelo prazo máximo de 6 meses” e poderá contemplar em até 100% o valor do curso.

Caso o projeto seja efetivamente aprovado, poderão pleitear a bolsa para pós-graduação aqueles que obedecerem aos seguintes critérios:

I - possuir graduação plena em ensino superior em instituição de ensino superior reconhecida;
II - ter sido admitido como aluno regular em curso de pós-graduação, no nível de especialização "lato sensu", compatível com o exercício de sua profissão;
III - não usufruir, enquanto receber o incentivo de que trata esta lei, de nenhum outro tipo de bolsa para curso de pós-graduação concedida por órgão público;
IV - não se encontrar em regime de acúmulo remunerado de cargos, funções e empregos públicos;
V - autorizar, por meio de termo de compromisso, que se tome pública a íntegra ou partes do trabalho acadêmico produzido, objeto da titulação de especialista.

Cortes do MEC 

O bloqueio de 30% das verbas orçamentárias de universidades e institutos federais anunciado no dia 30 de abril pelo Ministério da Educação (MEC) equivale a R$ 34 milhões no orçamento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Segundo a reitora, a redução não foi homogênea em todos os setores. Para as áreas de manutenção e funcionamento da Universidade, por exemplo, o corte foi de 38%. Já sobre a verba destinada ao Ensino à Distância, o corte chega a 70%.

A UFMT oferece atualmente 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e cinco na modalidade a distância (EaD), em 33 cidades mato-grossenses. São cinco Campus e 28 pólos de EaD. Na pós-graduação, são 66 programas de mestrado e doutorado. A instituição atende 25.435 mil estudantes, distribuídos em todas as regiões de Mato Grosso.

 

13 comentários

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  • Maria Etelvina
    13 Mai 2019 às 06:25

    Não faz sentido financiar alunos em cursos de Administração, Economia e Direito por exemplo, que tem sido uma rotina na FAPESP. Nos EUA, e principalmente na Europa, 90% das bolsas de estudo de cursos nessa área são financiados por particulares. Mas o Brasil e MT são ricos e visam ensino-aprendizagem de altíssima qualidade que serviram do estado para fins particulares ou próprios. Tenha dó Senhor.

  • Reginaldo
    12 Mai 2019 às 22:09

    PTista sendo PTista, proposta totalmente descolada da realidade do estado. Será que esse cara mora gorado BR? Fora do MT? Como pode ter ideias tão distantes da realidade assim? Esse cara não anda nas ruas? Nas faz compras? Não pega fila? EM QUAL MUNDO ESSE CARA VIVE???

  • Pedro Mota
    12 Mai 2019 às 17:47

    Deputado Valdir o Estado de Mato Grosso se quer está dando conta de cumprir com o ensino obrigatório. Agora assumir pós-graduação, no momento acredito que será impossível. Acho que o Governador tem mais é que investir no ensino básico, assim, o formado em curso superior, estará preparado para um trabalho podendo arcar com os custos de uma pós-graduação. Vamos pensar no interesse maior.

  • Arnaldo Leite Albquerque
    12 Mai 2019 às 16:51

    Como o povo brasileiro é cruel, em todos os pai-s de 1º mundo existem as bolsas de estudos, ou acham que o agro chegou aonde esta como? As pesquisa da Zika quem tem dinheiro para bancar o seu custo? Por isso é que não passamos de uma simples colonia do eu.

  • Moacir
    12 Mai 2019 às 16:36

    O governador deve honrar seus compromissos. Pagar servidores e fornecedores em dia. Cumprir a legislação, o que inclui pagamento da RGA. E não bancar conta que não é dele.

  • Paula
    12 Mai 2019 às 16:26

    Pão e circo desse deputado. Quebraram o pais! Que ele tire do salário dele e pague a pós graducao. Hospitais sem UTI, Santa casa de fechada e ele querendo fazer voto com isso.

  • Claudio José Sônego
    12 Mai 2019 às 11:00

    IMPRESSIONANTE A FALTA DE BOM SENSO DESSES DEPUTADOS DEMAGOGOS.O ESTADO PASSANDO POR DIFICULDADES IMENSAS, O ENSINOU FUNDAMENTAL E SECUNDÁRIO COM GRAVES DEFICIÊNCIAS E ELES QUERENDO QUE O ESTADO BANQUE PÓS GRADUAÇÃO?

  • JORGE LUIZ
    12 Mai 2019 às 10:17

    POR QUE O DEPUTADO NÃO FEZ ESSE PROJETO COM A ASSEMBLEIA DE MT FINANCIANDO BOLSAS DE PÓS-GRADUAÇÃO COM O DINHEIRO DA ASSEMBLEIA DE MT? POR ISSO QUE EU DIGO QUE ESTÁ SOBRANDO DINHEIRO NO ESTADO DE MT, SÓ PODE, POIS, PARA ESSES DEPUTADOS, PARA O TRIBUNAL DE INJUSTIÇA, MINISTÉRIO PÚBLICO E O TRIBUNAL DO FAZ DE CONTA HÁ DINHEIRO DE SOBRA, MAS PARA INVESTIMENTOS PÚBLICOS E PARA PAGAR REPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA AOS SERVIDORES O ESTADO NÃO TEM, DEPUTADO, QUER APARECER, SOBE NO POSTE

  • moreira
    12 Mai 2019 às 09:43

    MAIS IMPOSTOS PARA O COITADO SURRADO DO TRABALHADOR CUSTEAR. SÓ PODIA VIR DA CABEÇA DE ESQUERDISTA MESMO ESSE PROJETO

  • Teka Almeida
    12 Mai 2019 às 09:23

    Só uma pergunta: O legislativo pode criar PL com gastos do executivo???!!!! Acredito que seria o governo a sugerir tal iniciativa.

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