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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Secretária de Educação pede paciência a professores e prevê aumento nos próximos anos

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

23 Mai 2019 - 15:15

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Secretária de Educação pede paciência a professores e prevê aumento nos próximos anos
No comando da secretaria de Educação desde o governo Pedro Taques (PSDB), a secretária Marioneide Angelica Kliemaschewsk pediu paciência aos professores da rede estadual. Ela recordou que a gestão do atual governador Mauro Mendes (DEM) passou por problemas financeiros semelhantes na Prefeitura de Cuiabá em 2012 e que nos anos seguintes, após recuperação e ações tomadas pelo então prefeito, os profissionais conseguiram aumento no município.

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É com esta previsão que trabalha a titular da Seduc, acreditando que a situação financeira do Estado deve melhorar devido às ações iniciais do governador, e que a partir do segundo ano, os professores possam a ter o aumento de 7% anualmente na remuneração dos professores, além da RGA, como prevê a lei.

A secretária, no entanto, não crê em uma desistência da greve por parte dos servidores da Educação, mas garante que irá continuar com o diálogo, mostrando que o primeiro passo neste semestre é arrumar a casa.

“A greve já está deflagrada a partir de segunda-feira, mas vejo que nenhum gestor quer passar por uma gestão sem fazer o quesito básico de qualquer gestor, que é a valorização profissional. Um exemplo disso é o governador Mauro Mendes no município de Cuiabá, quando fui secretária. Nós passamos pela mesma situação e depois tivemos 64,4% de aumento”, disse a secretária em entrevista a Rádio Capital nesta quinta-feira (23).

“No primeiro ano de gestão do Mauro no município nós não conseguimos dar aumento nenhum e enfrentamos uma greve de uma semana. Porque a realidade daquele momento era de organizar a casa, de pagar as despesas já realizadas. Este é o mesmo momento que estamos vivendo. São 150 dias de gestão e desejo do Governo é de valorizar seus profissionais. Mas não temos as condições necessárias para se pagar um aumento salarial no momento”, completou a titular da Seduc.

Com experiência de trabalho de mais de 30 anos na Educação como professora, coordenadora, diretora, a secretária também avaliou que greve irá atrapalhar o calendário, mas pontuou que o atual Governo já apresentou melhoras aos servidores públicos.

“Uma greve em qualquer momento sem sombra de dúvidas prejudica todo um processo pedagógico em andamento. No final do semestre, um pouco mais, porque está faltando praticamente dois meses para fechar o semestre. Mas nós avançamos em outras situações como licença-prêmio, que foi garantido para os funcionários de Educação, a liberação para qualificação profissional e criamos um calendário de discussões com os servidores da Seduc”, finalizou.

Nesta semana, os professores da rede pública do Estado decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, por conta das ações do Governo em relação a Lei da Dobra do Poder da Compra e da Revisão Geral Anual (RGA).

A lei em questão, aprovada pelo ex-governador Silval Barbosa, em 2013, concede o direito do aumento de 7% anualmente na remuneração dos professores, além da RGA por dez anos.

23 comentários

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  • H.V.S
    24 Mai 2019 às 09:52

    Os Profissionais da Educação de Mato Grosso é tão valorizados que um Professor com Doutorado chega ao final da carreira com um salário de R$ 10.604,18, enquanto que um perito criminal com Mestrado chega ao final de carreira com salário de R$ 21.992,73. Haja valorização!!!

  • marcio
    24 Mai 2019 às 08:37

    Vânia Otsubo você está totalmente equivocada, deveria estudar e conhecer a legislação antes de criticar, RGA é Recomposição Geral Anual e é paga a todo trabalhador e os trabalhadores da iniciativa privada têm essa recomposição efetuada anualmente, porém pessoas como você por desconhecimento ou má fé fazem comentários absurdos movidos pelo acentuado ódio incentivado pelos atuais governantes contra trabalhadores públicos (O que diz a lei As obrigatoriedades do reajuste salarial estão descritas no artigo 611 da lei da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). Veja abaixo na íntegra o que diz a lei. “Art. 611 – Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho.” (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967). O artigo 10 também expõe as obrigatoriedades da lei e sua determinação em relação ao reajuste salarial. Art. 10. Os salários e as demais condições referentes ao trabalho continuam a ser fixados e revistos, na respectiva data-base anual, por intermédio da livre negociação coletiva).

  • gilberto
    24 Mai 2019 às 08:18

    Vania Ostuboque pena me dá de pessoas desinformadas, todos os trabalhadores privados de qualquer setor tem seu aumento anual através do salario mínimo ou de acordo dissidio ou seja lá qual for o mecanismo se não tem o que falar ou não sabe o que tá falando poupe nos de sua ignorância!

  • EX ALUNA
    24 Mai 2019 às 08:01

    OS ALUNOS SAEM DA ESCOLA E NÃO SABEM AS CONTAS BÁSICAS A MATEMÁTICA NÃO PASSAM NENHUMA TAREFA, ESSES PROFESSORES E COMO ? NÃO ESTÃO ENSINADO NEM O BÁSICO ??

  • vitor
    24 Mai 2019 às 06:23

    ooo Vania o RGA do privado é quando aumenta o salário mínimo, vai presta atenção. mas RGA para legislativo e judiciário tem dinheiro e retroativo, peça paciência pra eles e não dá aumento pra ver o que acontece né , só nos....

  • H.V.S
    24 Mai 2019 às 05:38

    Bom dia Quem critica os profissionais da Educação, deveria olhar as tabelas salariais no site da SEGES e ver que um professor C/7 (Pós-Graduado e 18 anos de carreira) tem salário de R$ 6.506,92 enquanto que um perito com a mesma formação e tempo de carreira R$ 17.033,40. Eis a pergunta, isso é justiça? Sem levar em conta o quanto é desgastante lidar com os alunos de hoje.

  • Thompson
    23 Mai 2019 às 22:07

    Por mim nem haveria greve, até porque esses sindicalistas pelegos e serviçais do PT estão mentindo pra categoria ao afirmar que o pagamento do RGA vai dobrar os salários. A verdade é que os salários atualmente estão sendo corroídos pelo imposto de renda. Infelizmente esses sindicalistas ignoram esta triste realidade. Para não despertar a ira da categoria eles nem tocam nesse assunto. Como é que a categoria pode acreditar?

  • Regiane
    23 Mai 2019 às 20:32

    Sai daí marioneide dá a vaga para quem quer trabalhar

  • Belezoka
    23 Mai 2019 às 20:09

    Vamos começar a trabalhar turma ! Chega de ficar de coça coça o dia todo !!!

  • Alexandre da Silva
    23 Mai 2019 às 19:42

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