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Santos defende que cobrança de alíquota da Previdência seja feita de acordo com faixa salarial

Da Redação - Patrícia Neves

16 Dez 2019 - 09:06

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Santos defende que cobrança de alíquota da Previdência seja feita de acordo com faixa salarial
O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) apresentou emenda ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 96/2019, de autoria do Governo do Estado, que propõe aumentar a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores públicos de 11% para 14%. Pela proposta, a contribuição previdenciária dos servidores públicos será feita de acordo com a faixa dos vencimentos mensais.

De acordo com assessoria, aqueles que recebem até R$ 3.608,50 (três mil, seiscentos e oito reais e cinquenta centavos) ficarão isentos de contribuir com a previdência.

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Por outro lado, contribuirão com 11% na Previdência estadual servidores com vencimentos mensais de R$ 3.608,51 (três mil, seiscentos e oito reais e cinquenta e um centavos) até R$ 5.839,45 (cinco mil, oitocentos e trinta e nove reais e quarenta e cinco centavos).

Já a contribuição de 14% será aplicada nos vencimentos de R$ 5.839,46 (cinco mil, oitocentos e trinta e nove reais e quarenta e seis centavos) a R$ 15.000,00 (quinze mil reais e zero centavo).

A maior taxa de contribuição previdenciária corresponderá a 16% e será aplicada somente aos servidores públicos com vencimentos mensais superiores a R$ 15.000,01 (quinze mil reais e um centavo).

O deputado Wilson Santos (PSDB) explica que sua proposta é reduzir a carga de contribuição aos servidores públicos com menor salário.

“É uma proposta mais justa e adequada à realidade. As dificuldades do estado em manter o pagamento aos aposentados numa linha sempre crescente é visível, mas não se pode utilizá-lo como argumento para sacrificar trabalhadores com rendas menores. Por isso, apresento essa emenda pautado pelo critério da proporcionalidade”.

A proposta de aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14% foi encaminhada pelo governador Mauro Mendes (DEM), que deseja a aprovação ainda este ano.

O argumento principal do Executivo é a necessidade de adequação a reforma da Previdência aprovada pelo Congresso Nacional este ano e ainda combater o déficit mensal de R$ 110 milhões. Em Mato Grosso, o saldo negativo da previdência, conforme o Executivo, deverá fechar em R$ 1,3 bilhão em 2019.

7 comentários

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  • Zeca
    16 Dez 2019 às 16:40

    Vai entrar nessa, deputados, delegados, juízes,desembargadores,em fim todos que recebem do governo.

  • Laininha Cintra
    16 Dez 2019 às 15:47

    Demagogia de Wilson Santos. Quando era da base de Taques, votava contra servidor público.

  • Junior
    16 Dez 2019 às 12:33

    Esse deputado parece estar totalmente desconectado da realidade. Falar em isenção numa faixa dessa amplitude neste momento? Quer fazer politicagem barata com o servidor?

  • CIDADÃ
    16 Dez 2019 às 12:25

    Já tá querendo fazer campanha senhor Wilson? Todos tem de contribuir. Tem que acabar isso no Brasil, de beneficios para alguns e nada para outros. É só descontar proporcional ao que a pessoa recebe. Pelo que eu saiba é assim que funciona com um trabalhador de empresa privada. O desconto do INSS é proporcional ao salário dele. Alguém me corrija por favor se eu estiver errada.

  • Servidor
    16 Dez 2019 às 10:31

    Não existe essa de isento , o servidor nessa faixa de 3.000 não ira aposentar ?

  • Henrique
    16 Dez 2019 às 10:01

    Acabar com a verba indenizatória, no montante absurdo de R$ 65.000,00 para cada deputado, livre de imposto de renda e da previdência, deputado nenhum quer.

  • Alexandre
    16 Dez 2019 às 09:59

    Nobre deputado, o funcionário que é melhor remunerado já paga um valor maior sobre o valor de sua remuneração, e por que isentar alguns se já está com a previdência com um déficit? Lamentável sua visão sobre o assunto.

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