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Quinta-feira, 28 de maio de 2020

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Mauro defende quarentena “meio termo”: nem o que Bolsonaro quer, nem fechar tudo

Da Redação - Érika Oliveira

31 Mar 2020 - 14:18

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mauro defende quarentena “meio termo”: nem o que Bolsonaro quer, nem fechar tudo
Criticado após relaxar algumas das medidas restritivas de combate ao coronavírus, o governador Mauro Mendes (DEM) se colocou distante das polêmicas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pede pela “volta à normalidade” no Brasil, e afirmou que defende uma “quarentena meio termo”. Ao anunciar mais um decreto com ações para o combate à doença, o governador fez um apelo para que a população do grupo de risco redobre os cuidados preventivos. 

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“Eu não defendo esse negócio de que tem que voltar tudo ao normal. Não pode! As pessoas têm que ficar em casa, quem pode, as pessoas do grupo de risco, com mais de 60 anos, se você tem problema cardíaco, se é hipertenso, se tem diabetes... pelo amor de Deus, não saia de casa, tome cuidado. Se a grande maioria da população tomar essas medidas de segurança nós vamos diminuir o risco de contaminação desse vírus e com isso nosso sistema de saúde vai ter condição de atender quem for infectado. É isso que todos os especialistas dizem no mundo”, declarou o governador, em entrevista à TV Cidade Verde nesta segunda-feira (30). 

Na semana passada, Mendes foi destaque na imprensa nacional depois que recomendou, via decreto, a reabertura de estabelecimentos comerciais como shopping centers, lojas de conveniência, lotéricas, lojas de departamento, entre outros. A ação do Governo de Mato Grosso, que foi acompanhada de pelo menos mais quatro estados, foi lida como uma aproximação ao Governo Bolsonaro.  

Vale destacar que o governador Mauro Mendes foi um dos primeiros a adotar medidas de restrição para o enfrentamento da Covid-19. No seu encalço, prefeitos também passaram a definir regras para o funcionamento das cidades. Mais tarde, porém, o próprio governador criticou a atitude dos prefeitos e alertou que a “palavra final” sobre o que deveria ou não ser liberado era do Executivo estadual. 

Diversas entidades, Ministério Público Estadual e Federal e a Prefeitura de Cuiabá reagiram ao decreto de Mendes e no domingo (29) o Tribunal de Justiça derrubou parte das determinações do governador, mantendo em funcionamento apenas serviços considerados essenciais.  

“Nós vamos aguentar 90 dias de comércio fechado? É um problema gigante. Eu estou muito preocupado com as pessoas, com as pequenas e micro empresas, com o emprego dos mato-grossenses. Então, por isso que eu defendo o meio termo. Dizem que a virtude está no equilíbrio: nem aquilo que o Bolsonaro falou – com todo o respeito ao nosso presidente - ‘tudo normal, como se nada tivesse acontecendo’; e nem aquilo que outras pessoas defendem de fechar tudo. Vamos continuar parando aquilo que pode ser parado neste momento, vamos redobrar as nossas medidas de segurança e prevenção e vamos colaborar, principalmente o grupo de risco”, defendeu-se Mendes.  

O governador não descartou o endurecimento das regras a partir do aumento de casos da Covid-19 no Estado.  

 

8 comentários

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  • Toniel
    01 Abr 2020 às 07:22

    Momento oportuno para revisar as pistas de rolamento dos viadutos e trincheiras, da capital. Promessa feita anteriormente e, até agora NADA.

  • Helio Alves Batista
    01 Abr 2020 às 00:34

    bora trabalhar gente........................................................

  • Saulo
    31 Mar 2020 às 22:26

    Primeira vez que concordo com as ações do governador.

  • Rubens Tadeu Reynaud
    31 Mar 2020 às 21:38

    A saúde sempre foi uma zona em MT. Se explodir casos covid 19 aí sim quero ver.

  • Marcos Justos
    31 Mar 2020 às 19:10

    Esse Governador não dá o braço a torcer mesmo! Fica distorcendo o que o Presidente falou! Bolsonaro não falou p liberar geral, ele disse que os que precisam trabalhar devem trabalhar. Os que ficam atoa (aposentado/pensionistas/grupo de risco), fiquem isolados “socialmente”. Se todos os governadores fossem na linha do presidente, com certeza essa pandemia de boicote contra o Brasíl não existiria.

  • Velho Chico
    31 Mar 2020 às 17:04

    Comentaristas de plantão, se apresentam serem sabichões, apresentem soluções para esse problema, sem afetar a saúde pública e a economia. Tens uma varinha mágica?

  • Jose
    31 Mar 2020 às 16:27

    Tentaram uma jogada para quebrar o Estado e o Pais.Na proxima semana quando o povão começar a gritar quero ver eles segurar a barra.E agora o povo não é mais bobo de assumir alta de imposto e outros mais para segurar os barroes da AL,Executivo e Judiciário...

  • Jackson
    31 Mar 2020 às 15:39

    Pelo visto o que o prefeito e o governador querem quebrar o Estado!!! Próximo quinto dia útil e dia de pagar salários, como os comerciantes vão fazer???? Faço essa pergunta para o prefeito e governador que na minha opinião são dois irresponsáveis, uma vez que se estivessem preocupados com a saúde , a mesma não estaria o caos que está, tanto Upas quantos os hospitais regionais. Dois hipócritas!!

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