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UFMT apura denúncias de fraudes em cotas raciais de estudantes de medicinas e outros cursos

Da Redação - Fabiana Mendes

04 Jun 2020 - 16:44

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

UFMT apura denúncias de fraudes em cotas raciais de estudantes de medicinas e outros cursos
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apura denúncias de fraudes em cotas raciais que teriam sido cometidas por alunos de diversos cursos. Se confirmadas as irregularidades, os universitários podem perder as vagas. No Twitter, um perfil divulga informações dos supostos fraudadores para que o Ministério Público Federal (MPF) tome as providências.

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“Nosso objetivo não é só expor, é ter a vaga de volta pra quem de direito. Também temos advogado e vamos agir de acordo com a lei. Sem medo, porque estamos agindo pelo certo”, explica o administrador, que prefere ter a identidade preservada.

O administrador afirma que já recebeu mais de 30 denúncias por meio da rede social. Os alunos seriam do curso de medicina, o mais concorrido da Universidade, psicologia, enfermagem e outros. Há também denuncias da Universidade Federal de Rondonópolis e Universidade de Mato Grosso (Unemat).

Para ingresso em qualquer universidade pública por meio de cotas, o Sistema de Seleção Unificada (SISU) exige que o estudante faça a comprovação por meio de documentos. A Lei de Cotas prevê a destinação de vagas para estudantes de escolas de públicas e, dentro dessa reserva, algumas vagas são para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas e PCD (pessoas com deficiência).

Para aqueles que entram se declarando pretos ou pardos, há uma comissão que faz a avaliação, com base em critérios fenotípicos, uma vez que a aparência pode causar discriminação na sociedade e definir privilégios.

Procurada, a UFMT informou que quaisquer denúncias sobre fraudes no sistema de cotas podem ser realizadas junto à Ouvidoria da Instituição, que irá encaminhar a questão para uma comissão específica, para que a situação seja apurada.

A Instituição também esclareceu que quaisquer casos, mesmo que a denúncia seja feita após a efetivação da matrícula, são passiveis de punição com a perda da vaga, se for comprovada a fraude.

“Desde o ingresso para as turmas de 2019, a UFMT conta com uma comissão de verificação da autodeclaração étnico-racial, que atua durante o período de matrículas, com o objetivo de garantir o direito dos estudantes às cotas”, diz trecho da nota.

9 comentários

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  • A Observadora.
    16 Jun 2020 às 15:52

    Conheço um estudante que burlou a cotas de índio para o curso de medicina em Cáceres naquela época, não havia comissão.

  • Simplesmente em busca de justiça
    06 Jun 2020 às 11:30

    Em resposta a alguns comentários. A banca racial por parte da faculdade começou a funcionar a partir do processo seletivo de 2019. Até aquele momento o documento q validava as cotas era a autodeclaração. Então o processo de fraude ocorria de forma corriqueira. Quanto ao outro comentario . Vc realmente acredita que cotistas n tem capacidade de se tornar um bom profissional? Já saiu estudos q provam o contrário ou e só acompanhar o desempenho deles na faculdade, que é igual ou superior. Além disso, para vc um pessoa que frauda um processo seletivo para ir em busca de uma nota de corte menor em vez de concorrer de igual com pessoas q apresentam as mesmas condições vai ser um profissional melhor? . A justiça tem q ser feita e a vaga ficar para quem realmente merece

  • Caio
    05 Jun 2020 às 09:50

    O problema está em a banca dizer que o candidato não é negro, e o mesmo acusá-la de racismo, etc. Então é melhor aceitar todo mundo como negro do que sofrer processo por racismo nas costas.

  • renato santos
    05 Jun 2020 às 09:33

    Com certeza tem fraude , basta chamar os alunos, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Zeca
    05 Jun 2020 às 08:30

    e forem buscar a fundo, há pelo menos 50% de beneficiários das quotas que não corresponde à lei que as especifica. Conheço um que se inscreveu pelas quotas raciais, que desde o pré até cursinho fez todos particulares por que é de família abastada. Assim como há milhões de pessoas inscritas como pescador profissional que nunca foi à beira de um rio, só para receber o seguro defeso no período de procriação dos peixes. Ah e como tem gente recebendo o auxilio emergencial sem ter cessado sua renda! Toda lei desnecessária favorece à malandragem, por que ela não é real, verdadeira, justa, coerente muito menos eficaz.

  • Moacir
    04 Jun 2020 às 19:37

    Deve existir transparência e publicidade acessível ao público em geral, dos que conquistam bolsas, ProUni, ou qualquer auxílio oriundo do dinheiro público. Fica mais fácil denunciar aquele que não se enquadra nos requisitos exigidos.

  • Eita
    04 Jun 2020 às 19:15

    Tem que ver essa banca ai, como que consegue fraudar indo numa banca? Tem coisa errada ai

  • Alencar
    04 Jun 2020 às 18:11

    Esses alunos nao passam por Uma Comissao da Universidade fins confirmar veracidade etnico racial? Como e realizado esse controle?

  • Fácil assim...
    04 Jun 2020 às 17:37

    A matrícula não é online. Mesmo antes da comissão que decide se é preto ou não (coisa que existe hoje na ufmt), no ato da matrícula você assinava um papel, com a autodeclaracao e a cor que vc se enxergava... constava parto, preto ou indígena. Isso era feito com uma pessoa que te atendia, fazia perguntas, checava tudo... Agora, tem essa comissão que decide (o que é absurdo diante de um país tão diveraificado). As notas despencaram, a qualidade do curso ficou pra poucos (poucos cotistas tbm). O que mais tem é gente que até hoje não sabe o básico do próprio curso... imagina isso na medicina, quando formar? Não sabe o básico de nada mas é formado com Phd em julgamento e linchamento virtual rs... só espero que, quem passou e foi aprovado na ufmt, depois de meses ou anos estudante é obrigado a passar por isso, por esse linchamento, gente falando de tacar fogo nessas pessoas.... ridículo demais. Espero q quem esteja passando por isso esteja munido de bons advogados pra meter mandioca no orifício desses pseudojusticeiros.

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