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Mendes muda tratamento com Câmara Municipal após Júlio Pinheiro assumir e tira Cuiabá do Cadin

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

20 Dez 2013 - 19:08

Foto: Walter Machado / Câmara de Cuiabá

Mauro Mendes teme que municipalidade perca convênios, caso continue com nome restrito no Cadin, por dívida da Câmara Municipal

Mauro Mendes teme que municipalidade perca convênios, caso continue com nome restrito no Cadin, por dívida da Câmara Municipal

O tratamento dispensado pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) para a Câmara de Cuiabá mudou da “água pro vinho”, nas últimas semanas, após a troca de comando no Palácio Pascoal Moreira Cabral. Desde que o vereador Júlio César Pinheiro (PTB) conquistou a presidência do Poder Legislativo, Mendes estreitou relações e firmou uma parceria que não jamais teve com o antecessor, vereador João Emanuel Moreira Lima (PSD), que renunciou em novembro.

E uma das provas disso foi a ginástica orçamentária e financeira que o Poder Executivo realizou, nos últimos dias, a pedido de Júlio Pinheiro, para ajudar a Câmara Municipal a quitar o débito com a Previdência Social (INSS) e tirar o municipalidade do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) da União., além de honrar o 13º salário e o vencimento de dezembro dos servidores.

Desde que assumiu, Mendes nunca esteve tão presente na vida do Poder Legislativo. E, para não perder mais de R$ 15 milhões em convênios com o governo federal, Mendes determinou à Procuradoria Geral do Município que buscasse mecanismo legal para ajudar a Câmara de Cuiabá a saldar cerca de R$ 1,8 milhão em débito com a Previdência Social, como forma de trirar a municipalidade do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) da União.

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Em pelo menos três oportunidades, o novo presidente da Câmara Municipal, vereador Júlio César Pinheiro (PTB), aliado do prefeito, já havia pedido socorro ao Palácio Alencastro para conseguir honrar o débito. “É imprescindível para a Câmara e, em especial, para a população cuiabana, o bom senso do senhor prefeito, que sempre tem de sobra, neste momento de transição pelo qual passa o Legislativo”, argumentou Pinheiro. 

Em seu  segundo mandato à frente da Mesa Diretora do Legislativo da Capital, ele "herdou" mais de R$ 8 milhões em dívidas do antecessor na presidência, vereador João Emanuel Moreira Lima (IPSD), que ocupou o cargo de presidente por menos de 11 meses e renuncioou, sob uma saraivada de denúncias.

“Temos seis convênios prontos para assinar com a Caixa Econômica Federal, inclusive emendas parlamentares para ruas e praças, mas sem condições de receber nada, porque está no Cadin”, reclamou Mendes. Pela primeira vez, ele disse claramente que irá ajudar o Poder Legislativo “se houver legalidade”, em sua cruzada para saldar a dívida previdenciária.

Balanção do primeiro ano

Mauro Mendes anunciou que, em meados de janeiro de 2014, pretende apresentar à sociedade um amplo balanço do primeiro ano de gestão.

“Primeiro é necessário que se tenha a compreensão de que a prefeitura vai muito além do que é visto. Mas hoje sabemos melhor como agir”, afiançou ele, ao citar que praticamente não inaugurou obras, por falta de tempo.

Mendes disse que, no relatório, vai constar, por exemplo, a construção de mais de 40 pontes na zona rural, 15 escolas municipais reformadas, 22 creches em construção, 80 quilômetros de recapeamento da malha viária e 22 quilômetros de asfalto novo.

“Os números não mentem e, podem ter certeza, nisso vou ser criterioso na apresentação do relatório de realizações”, emendou Mauro Mendes.

3 comentários

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  • Tatiana da Silva
    20 Dez 2013 às 23:23

    Essa historia esta mal contada.Porque a prefeitura foi pro CADIN.Ora bolas a divida do INSS era da Camara de Cuiabá.Os dois poderes são independentes.A Camara recebe o seu duodécimo que vem ser o seu orçamento.Se esta não pagou é um problema da mesa diretora devido a má gestão. Agora dizer que a prefeitura ficou inadimplente por causa da camara é chamar todos os cuiabanos de idiota e burrro. Queremos saber onde esta o dinheiro do orçamento da Camara.Não é possivel o poder executivo pagar até os salarios do poder legislativo.É O FIM DA PICADA.

  • Roberto
    20 Dez 2013 às 22:27

    Pois nem o sogro do Emanoel Jose Riva que era o professor dele aguentou.

  • CAPIVARA
    20 Dez 2013 às 21:21

    NÃO DA PRA ENGOLIR ESSE JULIO PINHEIRO DE NOVO COMO PRESIDENTE DA CAMARA, É LOGICO AGORA PARA O MAURO MENTES FICOU TUDO MAIS FACIL PARA APROVAR TUDO QUE CHEGA EM FAVOR DELES PROPRIOS,E O POVÃO CONTINUA PAGANDO SEUS IMPOSTOS ABSURDOS PARA MANTER ESSES CIDADÕES NO PODER.

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