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Terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

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Volkswagen admite que 11 milhões de carros têm software que frauda testes

France Presse

22 Set 2015 - 15:18

A Volkswagen admitiu nesta terça-feira (22) que o dispositivo para fraudar resultados de controles de dados de emissões poluentes foi instalado em 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo, em várias marcas de seus automóveis.

É a primeira vez que a montadora admite a manipulação em carros fora dos Estados Unidos. O escândalo veio à tona na última quinta (17), quando o governo americano denunciou a fraude em 500 mil veículos vendidos no país. No domingo (20), o presidente mundial da empresa, Martin Winterkorn, pediu desculpas pelo ocorrido, sem citar que a prática envolvia outros mercados, além do americano.

Nesta terça, ao assumir que a fraude envolve milhões de veículos, a Volkswagen anunciou ainda que reservou 6,5 bilhões de euros no terceiro trimestre para enfrentar as potenciais consequências do escândalo. Nesta terça, as ações do grupo operavam em queda de mais de 20% na Bolsa de Frankfurt.

Como surgiu a denúncia
Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana, 482 mil veículos com motores a diesel vendidos no país violaram os padrões federais, entre eles os modelos Jetta, Beetle (chamado de Fusca no Brasil), Golf, Passat e o Audi A3 --da marca que pertence ao grupo Volkswagen.

Os veículos foram fabricados entre 2009 e 2015.

A EPA diz que o software instalado pela montadora detecta quando o carro está sendo inspecionado para verificar o nível de emissão de poluentes e só então passa a controlar os gases que o veículo solta na atmosfera.

Esse controle fica desligado em situações normais de rodagem, fazendo com que os carros poluam muito mais do que dizem os dados divulgados pela Volkswagen.

Os carros são seguros para dirigir, afirma a agência, e não há necessidade de nenhuma atitude imediata dos donos. Mas a Volkswagen será obrigada a consertar os veículos gratuitamente, convocando um recall.

A investigação nos EUA é a mesma quemultou Hyundai e Kia por fraude nas informações sobre o consumo médio de combustível de 1,2 milhão de carros, em 2012.
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