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Segunda-feira, 16 de maio de 2022

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Imagens de satélite ajudam a monitorar patrimônio cultural ameaçado, diz UNESCO

Patrimônios culturais ao redor do mundo vêm sofrendo ataques intencionais, saques e efeitos de desastres naturais, além de danos colaterais. Muitas vezes, é difícil alcançar rapidamente áreas atingidas para que seja possível monitorar a situação, planejar a restauração e prevenir maiores danos.

Nesse cenário, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Instituto para Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas (UNITAR, na sigla em inglês) fecharam uma parceria para acessar imagens de satélite que têm sido usadas na proteção de sítios no Iraque, na Síria, no Iêmen e no Nepal.

Um novo relatório elaborado pela parceria mostrou que a análise das imagens é uma ferramenta cada vez mais importante para avaliar o dano potencial aos sítios de patrimônios culturais da humanidade.

De acordo com Francesco Bandarin, diretor-geral assistente de Cultura da UNESCO, “monitorar o patrimônio cultural em áreas afetadas por conflitos ou por desastres naturais, inclusive por meio de imagens de satélite, é um passo crucial para se começar a planejar a recuperação”.

O relatório examinou o sítio arqueológico de Nimrud, no Iraque. Comparando imagens de satélite feitas entre março e abril de 2015, a extensão e localização do dano e da destruição causados pelo grupo autodenominado Estado Islâmico no Palácio do Rei Ashurnasirpal II (883-859 AC) ficaram evidentes.

No Nepal, depois do terremoto de abril do ano passado, as imagens ajudaram a mapear quais templos e monumentos históricos de Kathmandu foram prejudicados, em qual extensão, e a apontar quais permanecem intactos. Isso permitiu que especialistas avaliassem de maneira mais efetiva as necessidades e planejassem as medidas de reparação.

“Esses são bons exemplos de como aplicações inovadoras de imagens de satélite e outras tecnologias geoespaciais fazem a diferença na maneira como as Nações Unidas apoiam seus Estados-membro”, afirma Einar Bjorgo, gerente do programa de satélites da UNITAR.
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