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Domingo, 15 de setembro de 2019

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Com dinheiro do VLT, Governo do Estado poderia construir 15 hospitais centrais

Da Redação - Wesley Santiago

01 Mar 2015 - 18:02

Foto: Reprodução

Com dinheiro do VLT, Governo do Estado poderia construir 15 hospitais centrais
O montante de R$ 1,8 bilhão, custo estimado das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), seria o suficiente para construir 15 hospitais centrais ou 22 novos prontos-socorros municipais. O dinheiro, que deverá ser investido no novo modal, ainda não trouxe benefícios à população, muito pelo contrário, até o momento os mato-grossenses têm vivido diversos transtornos causados pelas obras do novo meio de transporte.

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De acordo com a previsão do Governo do Estado, a estimativa é que o novo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSM) tenha um custo de R$ 80 milhões. A estrutura terá 21 mil metros quadrados de área construída alocados em uma área de sete hectares na região do Centro de Eventos do Pantanal e a previsão é a de que mais de 300 leitos estejam disponíveis para a população.
 
Com o dinheiro utilizado no VLT, o Executivo conseguiria construir 22 unidades deste mesmo modelo, que custariam R$ 1,76 bilhão. Sendo assim, ainda sobrariam R$ 40 milhões para serem investidos em aparelhamento dos hospitais. Se metade disto, 11 unidades, fossem construídas, o custo seria de R$ 880 milhões e sobrariam assim R$ 920 milhões para investimentos nestes locais.
 
Com os mesmos 1,8 bilhão, o Governo do Estado também conseguiria construir 15 hospitais centrais. O Executivo poderia ainda erguer sete destas unidades, com o custo de R$ 840 milhões, sobrando assim R$ 960 milhões para investimentos em aparelhos e medicamentos no local.
 
A estimativa de Taques é que sejam necessários R$ 511.126.567,06 de recursos próprios para a finalização das obras do novo modal. Mantendo este montante como base, seria possível construir seis novos prontos-socorros (R$ 480 milhões) ou ainda quatro hospitais centrais (R$ 480 milhões).
 
Hospital Central
 
As obras do Hospital Central estão paralisadas há mais de 30 anos. O governador Pedro Taques (PDT) anunciou que cumprirá a decisão judicial que determina a retomada dos trabalhos. O novo projeto pretende transformar o antigo prédio no novo Centro Materno Infantil, com 200 leitos e capacidade de realizar 500 partos por mês. Se tudo ocorrer da forma planejada, a primeira etapa será entregue em junho de 2016.
 
“A saúde é uma prioridade da nossa gestão. Há muito tempo essa obra está paralisada e agora já estamos analisando o projeto do hospital e em breve lançaremos a obra”, ressaltou o governador. A ideia é que a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) faça a gestão dos serviços da unidade hospitalar.
 
O estudo da parceria com a UFMT está sendo feito pelo secretário de Saúde, Marco Bertúlio: “Será um hospital de referência e que atenderá exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde. A proposta do hospital está contextualizada dentro das necessidades da população de Mato Grosso e será a coroação de toda uma ação do Estado”.
 
De acordo com o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, a previsão é que em junho de 2016 sejam entregues os Blocos C e D, que terão 34 ambulatórios de especialidades, 12 leitos para gestantes e 10 leitos para crianças. O projeto prevê que em junho de 2017 devem ser inaugurados os blocos A, B e E, destinados respectivamente ao diagnóstico, internação e administração. Para esta data está prevista ainda a conclusão da recepção geral do hospital.
 
VLT
 
A implantação do novo modal em Cuiabá e Várzea Grande ainda é uma incógnita. O governo aguarda um estudo de viabilidade econômica para decidir se continua ou não com as obras do VLT. Durante a construção, a empresa que fiscaliza os trabalhos detectou cerca de 600 problemas em diversos pontos do projeto. Além disto, várias irregularidades foram encontradas em diversas construções.
 
Para evitar que todo o dinheiro que já foi investido na construção do VLT (R$ 1.066.132.266,35) seja ‘jogado fora’. O Executivo analisa ‘ressuscitar’ a construção do BRT (Bus Rapid Transit) ou ainda manter apenas uma das duas linhas do novo modal, já que o eixo Aeroporto-Porto já recebeu grande parte dos trilhos.

16 comentários

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  • Nazario de Lima
    02 Mar 2015 às 12:59

    Já falei, NÃO SE FAZ COPA COM HOSPITAL!

  • Carlos Nunes
    02 Mar 2015 às 10:44

    É evidente que a SAÚDE não é a prioriade nacional, até a pouco tempo a prioridade era Copa do Mundo - para um mês e meio de Copa apareceu dinheiro de tudo quanto é lado. Agora em 2015 e 2016, a mídia já divulga que a prioridade são as Olimpíadas - 18 dias de Olimpíadas vão torrar ALGUNS BILHÕES DE REAIS de dinheiro público, com as Obras lá no Rio de Janeiro. Participar de Olimpíadas é bom para qualquer país...mas custeá-las é mau negócio, pois vão concentrar a renda lá no Rio de Janeiro, enquanto mais de 5 mil municípios precisam de dinheiro para várias coisas, inclusive investir na Saúde. O Fantástico mostrou ontem a realidade dos Postos de Saúde no país - UMA CALAMIDADE. Um Salve-se se Puder. O dinheiro que gastaram para fazer as inúmeras Arenas bilionárias, dava para minimizar a Saúde, construindo diversos Hospitais nesse Brasilzão. Em terra de cegos que não querem ver...o futebol é a prioriade, a Saúde só se sobrar dinheiro, e NUNCA SOBRA.

  • Carlos Nunes
    02 Mar 2015 às 10:44

    É evidente que a SAÚDE não é a prioriade nacional, até a pouco tempo a prioridade era Copa do Mundo - para um mês e meio de Copa apareceu dinheiro de tudo quanto é lado. Agora em 2015 e 2016, a mídia já divulga que a prioridade são as Olimpíadas - 18 dias de Olimpíadas vão torrar ALGUNS BILHÕES DE REAIS de dinheiro público, com as Obras lá no Rio de Janeiro. Participar de Olimpíadas é bom para qualquer país...mas custeá-las é mau negócio, pois vão concentrar a renda lá no Rio de Janeiro, enquanto mais de 5 mil municípios precisam de dinheiro para várias coisas, inclusive investir na Saúde. O Fantástico mostrou ontem a realidade dos Postos de Saúde no país - UMA CALAMIDADE. Um Salve-se se Puder. O dinheiro que gastaram para fazer as inúmeras Arenas bilionárias, dava para minimizar a Saúde, construindo diversos Hospitais nesse Brasilzão. Em terra de cegos que não querem ver...o futebol é a prioriade, a Saúde só se sobrar dinheiro, e NUNCA SOBRA.

  • Papagaio
    02 Mar 2015 às 07:46

    Demagogia barata....o jornalista deveria fazer duas contas além dessa que fez: 1) quanto custa manter 15 hospitais em funcionamento, com recursos humanos abundantes (UTI precisa de equipe 24 horas por dia, 7 dias por semana) equipado (ressonancia, tomógrafo, etc) medicamentos, e por aí vai. Contruir é fácil. Nós temos hospitais construidos que mal conseguem se manter (santa casa, por exemplo). 2) quanto esses 15 hospitais arrecadariam (o VLT tem tarifa que reverte para sua manutenção, o hospital vive somente de recursos públicos, ou seja, só gasta. Quanto gastariam os tais 15 hospitais? Não quero dizer aqui que o VLT é prioridade em relação a saúde, só que essa conta simplista não quer dizer absolutamente nada. Sem VLT não teríamos 15 hospitais funcionando a contento, que é a idéia equivocada que o texto quer passar

  • tito lampreia
    02 Mar 2015 às 07:34

    Já tivemos momentos melhores aqui no Olhar direto!!! Matéria infantil. Escreve para quem ler cara pálida cada qual com o seu orçamento. Daqui a pouco vai dizer que com o dinheiros do Aeroporto Marechal Rondon faria 50 rodoviária.

  • Paulo Humberto
    02 Mar 2015 às 00:45

    Olá, primeiro respeito a reportagem e entendo que o hospital é prioridade, porque a saúde é importante. Agora me desculpe, esse tipo de reportagem, está mais uma vez favorecendo os Empresários dos ônibus e parece ser uma matéria "chama branca", para favorecer o BRT. Ou seja , incentivando que o governo não continue com VLT. Logíco, não estou criticando o hospital, também sinto revoltado de ser que as obras do hospital abandonadas e muitas vidas deixando de ser salvas. Agora uma pergunta fica, investir no VLT pode ser caro pra caramba, mas não é melhor investir num modal de transporte limpo, sustentável, não poluente, acessível para idosos e cadeirantes, e que ajuda a retirar o número de carros nas Ruas?? Ou querem que invistam num modal de transporte rodoviário poluente, não tão atraente para quem usa o carro e que nem mesmo sendo mais barato para implantar, podendo fazer mal a saúde as pessoas a longo prazo?? Me desculpe mais uma vez, essa reportagem está incentivando o governador não seguir com VLT pra frente, para favorecer as Empresas de ônibus.

  • Servidora
    01 Mar 2015 às 22:22

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  • Lucas
    01 Mar 2015 às 20:45

    Não li a matéria, li apenas o título, mas aposto que o jornalista não incluiu o cálculo das despesas para manter 15 hospitais, poderia fazer isso para deixar a matéria mais coerente

  • Antônio Carlos
    01 Mar 2015 às 20:21

    Ainda por cima o esse "novo" governo insiste em levar adiante esse elefante branco. Falaceador...Muda o governo mas por de traz as mesmas rapozas felpudas....Pobre Pais Rico....

  • Elpidio Savio da Silva
    01 Mar 2015 às 20:16

    Por mera perseguição politica partidaria da turma do PMDB da Nova Republica (comandada pelo Grupo de Tancredo,Sarney em Brasilia), e em Mato Grosso,pelos srs.Carlos Bezerra,Dante de Oliveira,Marcio Lacerda, e outros) em 1987 foi paralizada esta grande obra do Hospital Central de Cuiaba, lançada pelo Governador JULIO CAMPOS, e pelo seu então Secretário de Saúde,Dr.Gabriel Novis Neves. Foi uma pena,pois o então Governador Jaime Campos, quase terminou o terreo (que seria um Proonto Socorro),e a o primeiro andar, mais lamentavelmente o novo Governador do Estado Dante e seu Sec. de Saúde, Julio Múller,paralizou a obra novamente,para transforma-lo num Hospital tipo SUS e até hoje esta paralisado.Esperamos que o Governador Taques,termine esse Hospital,agora nos proximos 3 anos.

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