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Desavença sobre extorsão entre secretários de Estado era resolvida por Silval, afirma MPE

Da Redação - Lázaro Thor Borges

26 Abr 2016 - 18:43

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Desavença sobre extorsão entre secretários de Estado era resolvida por Silval, afirma MPE
A denúncia formulada pela Promotora de Justiça Ana Cristina Bradusco, em decorrência da Operação Sodoma, esclarece que as desavenças e discórdias que surgiam entre membros da organização criminosa liderada por Silval Barbosa eram resolvidas pelo próprio ex-governador.

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Conforme o Ministério Público Estadual, amparado na delação premiada feita por Pedro Elias, Silval acionou o ex-secretário para verificar se a propina que era arrecada pelo então secretário de Gestão, César Zílio, estava sendo repassada a ele corretamente.

Após a reunião com Silval, Elias informou que foi até a casa do empresário responsável pelo pagamento da propina, Willians Paulo Mischur, e o levou até o gabinete de Silval Barbosa. Mischur efetuava pagamento de propina à organizaçã para que sua empresa continuasse a prestar serviços ao Poder Executivo. Na ocasião, o empresário confirmou que os valores repassados a César Zílio eram, de fato, a quantia que chegava até Silval.

Mesmo com a confirmação dos valores, o então governador transferiu a responsabilidade de recebimento de propina para Pedro Elias. Em depoimento à Justiça, o empresário Willians Paulo Mischur afirmou que a partir de setembro de 2013, quando Pedro assumiu o cargo de Secretário Adjunto de Gestão de Gastos, iniciou-se uma “verdadeira quebra de braços” entre Pedro Elias e César Zílio para decidir qual dos dois faria a gestão do contrato da Consignum, ou seja, a receber parte diferenciada da propina que o empresário pagava.

O conflito se deu pois, conforme o MPE, apesar de a maioria do dinheiro proveniente das vantagens indevidas ser direcionado a Silval, ganhava mais aquele que cobrasse do empresário o total valor que seria remetido ao governador. No caso da Consignum por exemplo, Zílio ficava com 30% do valor da propina e os demais 60% eram remetidos a Silval Barbosa.

Ao assumir o cargo de Secretário Adjunto, Pedro Elias, convocou Willians Paulo até a sua sala na SAD-MT e informou que, conforme determinação do governador, a partir daquela data os pagamentos deveriam ser realizados diretamente a ele e que tinha conhecimento de qual era o valor pago mensalmente.

César Zílio, no entanto, contou a Willians Paulo Mischur que o pagamento deveria continuar a ser pago para ele. Durante a discrepância, o empresário informou ao MPE que ficou sem pagar a propina durante dois meses pois não sabia a quem deveria entregar o dinheiro.

A desavença só foi resolvida quando Silval Barbosa convocou o proprietário da Consignum até a sua residência. Ocasião em que esclareceu a Willians que o valor deveria ser pago a Pedro Elias, pessoa de sua confiança.

“O Pedro Elias é o responsável para continuar com os recebimentos do pagamento, pois estava brava com o César, pois César não estava sendo leal com ele”, afirmou Silval.

Após a reunião, o empresário comunicou a César a orientação recebida do governador e informou que dali em diante faria os pagamentos a Pedro Elias, por que aquela era ordem do “chefe”. Em seu depoimento a justiça, o empresário afirmou que César Zílio entendeu a quem ele se referia e acatou a decisão.

1 comentário

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  • marcelo castro
    27 Abr 2016 às 09:50

    Desculpe, mais é muito importante saber quem seria o eventual beneficiário do valor de R$ 1.000.000,00 que foi apreendido em poder do Sr. Willians Paulo Mischur, no mês de março de 2016, e de que forma essa fortuna chegou em suas mãos e qual era o destino deste dinheiro. O povo precisa saber...

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