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Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

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gratificação

Emanuel e Márcia indicavam por bilhetes destinatários de benefício que custou R$ 16 milhões, afirma ex-secretária

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Emanuel e Márcia indicavam por bilhetes destinatários de benefício que custou R$ 16 milhões, afirma ex-secretária
Além de contratações irregulares, operação deflagrada nesta terça-feira (19) em face do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), investiga o pagamento de uma verba chamada “Prêmio Saúde”. Segundo o Ministério Público, pagamentos foram efetuados sem parametrização alguma quanto ao valor e aos cargos que deveriam fazer jus ao referido benefício. A gratificação também descumpriria normas impostas pelo Tribunal de Contas (TCE-MT).

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A ex-secretária de Saúde Elizeth Lúcia de Araújo prestou informação afirmando que os valores variavam entre R$ 70 e R$ 5 mil. Quantia era determinada livremente pelo prefeito de Cuiabá e pela primeira dama, Márcia Pinheiro.  Ambos, conforme depoimento, mandavam “bilhetes” por meio de Ivone de Souza, ex-secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, definindo o valor que cada servidor tinha que receber de Prêmio Saúde.
 
“Vinha pedido de lá, vinha pedido direto da Dona MARCIA, que tinha como Assessora a Dona IVONE, que a IVONE que pedia, outra coisa que eu tinha dificuldade, não é objeto mas está ligado, o prêmio saúde, a saúde tem uma gratificação lá”, diz trecho de depoimento.
 
O ex-secretário de Saúde Huark Correia apresentou documento contendo a relação dos servidores que continuam recebendo o “Prêmio Saúde”, dos quais, segundo o Ministério Público, pelo menos 161 indevidamente, até os dias atuais.  
 
Segundo tabela apresentada por Huark, apenas em julho de 2021, o valor gasto com o pagamento da gratificação giraria em torno de R$ 640 mil, o qual multiplicado por 25 meses, que seria o tempo que a Prefeitura de Cuiabá estaria descumprimento a decisão do Tribunal de Contas Estadual, chegaria à quantia de R$ 16 milhões.
 
Justamente o valor pago a título de prêmio saúde fundamentou quantia requerida em bloqueio, R$ 16 milhões. Bloqueio foi deferido em desfavor de Emanuel Pinheiro, Márcia Pinheiro, Antônio Monreal Neto (Chefe de Gabinete), Ivone de Souza e Ricardo Aparecido Ribeiro (Ex-Coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde).
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