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Sexta-feira, 12 de abril de 2024

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PECULATO E LAVAGEM

Diretores de penitenciária, policias e agentes estão entre alvos por movimentação de R$ 19 milhões

Foto: MPMT

Diretores de penitenciária, policias e agentes estão entre alvos por movimentação de R$ 19 milhões
Os alvos da operação Clean Jail, deflagrada nesta quarta-feira (28) pelo Ministério Público, foram identificados. Dentre eles, agentes do sistema prisional de Cáceres, policiais e os diretores da cadeia do município. Por meio da exigência de vantagem indevida com fim de conceder benefícios na execução da pena de detentos, eles teriam movimentado, entre 2021 e 2023, mais de R$ 19 milhões em transações suspeitas. Veja os nomes abaixo.

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Os alvos da operação são Juliano Claudio Alves, (Sócio educativo – ex-presidente Conselho) e sua esposa Luciane Miranda, Sérgio Manoel da Silva, e sua esposa Maria Luzia de Souza, Rudmar Libório de Alencar, e sua esposa Jaqueline Gislaine Pires Duarte, Leonardo da Silva Varella (policial penal) e sua esposa Veronica de Fatima Ferreira Mendes, Fabiana Amaral Andrade, diretora Cadeia Feminina, Anderson Sampaio Miranda, identificado como chefe disciplina, Sergio da Costa e Faria, diretor de cadeia e Paulo Ricardo Nolasco da Silva.

De acordo com informações da Unidade Regional do Gaeco de Cáceres, a operação Clean Jail, que em português significa prisão limpa, buscou desarticular organização criminosa composta por agentes públicos e particulares voltada para a prática dos delitos de peculato, concussão e lavagem de dinheiro.

Conforme apurado até o momento, o grupo criminoso apropriou-se indevidamente de valores do Conselho da Comunidade de Cáceres que deveriam ter sido revertidos para pagamento de serviços prestados pelos recuperandos da Cadeia Pública masculina do município ou em melhorias do sistema prisional local.

Além disso, os investigados seriam responsáveis por exigir vantagem indevida de presos e seus familiares como contrapartida para concessão de benefícios na execução da pena, em especial para serem selecionados para execução de trabalho interno ou externo.

Durante as investigações foi constatado que o grupo criminoso, no período compreendido entre janeiro de 2021 até 30 de abril de 2023, realizou a movimentação de mais de R$ 19 milhões em transações suspeitas.
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