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Quarta-feira, 19 de junho de 2024

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TRIBUNAL DO JÚRI

Advogado de MT defenderá promotor paulista que assassinou jovem jogador de basquete em 2004

Foto: Reprodução

Promotor Thales

Promotor Thales

O ex-promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Thales Ferri Schoedl, acusado de matar Diego Mendes Mondanez e ferir Felipe Cunha de Souza, em dezembro de 2004, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga-SP, vai a júri popular no próximo dia 3 de junho. Sua defesa será patrocinada pelo advogado cuiabano Fernando Faria e por Diego Renoldi. Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter anulado julgamento que absolveu o promotor, os advogados sustentam que a tese de legítima defesa poderá ser aceita para inocentá-lo das acusações.

 
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Em 2008, Thales Ferri Schoedl foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). No entanto, analisando um recurso do MPSP, o Supremo Tribunal Federal (STF), acabou anulando a absolvição, ensejando a designação do júri.
 
Armado com uma pistola .380, de defesa pessoal, o então promotor de Justiça matou com dois tiros o jogador de basquete Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e baleou quatro vezes o estudante de Direito Felipe Siqueira Cunha de Souza, de 21, que sobreviveu.
 
Segundo Thales, as vítimas e outros rapazes importunaram sexualmente a namorada e partiram para a agressão ao serem repreendidos, chegando a agredi-los e quase tomando a arma de defesa pessoal.
 
O caso ocorreu em frente a um shopping center na Riviera de São Lourenço. Ele foi autuado em flagrante por dois homicídios qualificados (um consumado e outro em tentativa) e chegou a ficar 49 dias detido no Regimento de Cavalaria Nove de Julho, em São Paulo, até obter liberdade provisória pelo TJ-SP. Ele alegou legítima defesa.
 
Conforme o advogado Fernando, Thales só foi absolvido pelo TJ-SP porque foi constatada a legítima defesa, e não porque era Promotor.


 
“O fato ocorreu em frente a um shopping, distante da praia. Thales (1,70m, magro) e Mariana (1,56m, magra) não estavam em um luau na praia. As provas do processo demonstram que a turma de jovens era formada por mais de dez pessoas, de alta estatura (quase 2,00m), jogadores de basquete. Thales portava regularmente a arma de defesa pessoal e não disparou em direção à turma de jovens”, prossegue a nota, assinada pelo advogado cuiabano Fernando Faria e por Diego Renoldi.
 
“Diante da injusta agressão atual por parte de vários integrantes da turma, após se identificar, de dizer que estava portando uma arma de defesa pessoal, além de suplicar para que os agressores se afastassem (a turma de jovens não acreditou, chamando Thales de promotor de balada e que a arma seria de brinquedo). Sem outra forma de defender a si próprio e também Mariana, Thales efetuou diversos disparos de advertência, para o chão/alto (a turma de jovens disse que o tiro seria de espoleta, de festim, de mentira). Na tentativa de fugir dos agressores e evitar o iminente confronto, Thales por duas vezes guardou a arma, mas a perseguição continuou (a turma de jovens gritava: mata, mata, mata) e, somente quando Thales e Mariana não mais dispunham de nenhuma outra forma de defesa é que os dois agressores (de 1,98m e 1,94m, fortes) foram atingidos, inicialmente em regiões não fatais”, completou a defesa.
 
O texto afirma, ainda, que “(...) os disparos que atingiram os dois agressores não foram motivados pela importunação sexual sofrida por Mariana (namorada do promotor), mas resultaram da necessidade concreta de autodefesa, em instante e local distintos, sem relação imediata com a importunação contra Mariana. Essa é a realidade do fato”. A nota é encerrada afirmando que “Thales Ferri Schoedl confia que a justiça será feita”.

(Com assessoria)
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