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Terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

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Produtor rural tem prisão substituída e é condenado a pagar mais de R$ 1,1 mi por crime ambiental

Da Redação - Vinicius Mendes

13 Jan 2020 - 10:52

Foto: Reprodução

Produtor rural tem prisão substituída e é condenado a pagar mais de R$ 1,1 mi por crime ambiental
Um produtor rural do município de Cláudia (a 620 km de Cuiabá) foi condenado por crime ambiental a pena privativa de liberdade de oito meses e 21 dias de detenção, substituída por prestação pecuniária no valor de R$ 700 mil, além de multa de 630 salários mínimos (no valor vigente na época do fato, ou seja, R$ 724). O promotor de Justiça Paulo José do Amaral Jarosiski informou que irá recorrer da sentença para aumentar a pena.
 
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A Promotoria de Justiça da comarca de Cláudia denunciou Marcos Levi Bervig por tentar impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação, em março de 2014, na Fazenda Nossa Senhora Aparecida.
 
Conforme a ação proposta pelo Ministério Público, agentes ambientais constataram na época que o denunciado estava descumprindo o embargo TEI nº 617267-C, impedindo e dificultando a regeneração da vegetação nativa em área de 269,17 hectares de reserva legal, por meio do cultivo de soja e arroz.
 
No âmbito da Operação Commodities, deflagrada no ano de 2014, os agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) constataram que, com o descumprimento do embargo, o denunciado destruiu 40,45 hectares da área que estava sob recuperação, o que perfaz um dano médio aproximado de R$ 1.350.000,00.
 
As imagens de satélite e sobrevoo à fazenda do acusado comprovam que houve o cultivo de grãos em 269,17 hectares de áreas desmatadas após o ano de 2008, inclusive na área de reserva legal.
 
“Desse modo, as provas nos autos são claras a comprovar a conduta perpetrada pelo denunciado, proprietário do imóvel embargado, demonstrando que estava desmatando novamente para realizar o plantio de grãos e, consequentemente impedindo a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação”, considerou a juíza Thatiana dos Santos na decisão, ao julgar procedente a ação e condenar o réu. O total a ser pago pelo produtor rural é de cerca de R$ 1,15 milhão.

1 comentário

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  • Elizeu Castanho
    13 Jan 2020 às 14:30

    O Brasil é realmente o país da piada pronta, aonde políticos corruptos condenados em duas instâncias estão livres, leves e soltos, enquando um produtor rural é condenado à prisão por produzir alimentos. E têm a pachorra de chamar isso de justiça. Lamentável.

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